Projetos de Pesquisa

 

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Viviane Gomes Teixeira

Ciências Humanas

Educação
  • o ensino de ciências na construção da identidade científica feminina
  • A ciência construída pela diversidade é essencial já que oportuniza a produção de conhecimento por/para diferentes identidades sociais. Porém, o cenário de acesso de meninas ao conhecimento científico não é satisfatório, e se torna ainda pior com o recorte racial. A escola deve democratizar o conhecimento científico, porém, Bourdieu a aponta como reprodutora da violência hegemônica. Portanto, é fundamental compreender os mecanismos do Ensino de Ciências que promovem o distanciamento de meninas, especialmente as negras, do conhecimento científico. Em Bourdieu, a identidade de gênero resulta da ação e assimilação de um habitus incorporado às identidades individuais e coletivas. A forma como as relações de poder é interiorizada ocasiona a naturalização das práticas escolares. O habitus de gênero dos sujeitos revela, assim, a contribuição da instituição escolar na naturalização de divisões de gênero. O conceito de habitus é uma forma de enxergar a ordem social e está associado à compreensão de uma héxis corporal ligada à apreensão de maneiras de ser dos agentes no espaço social. O habitus seria um instrumento que examina a coerência de características comuns dos grupos sociais de mesmas condições, os princípios que estruturam suas ações. Ao indivíduo, esses princípios não são nítidos e são naturalizados e assimilados como formas de ver, apreciar e julgar. Portanto, é fundamental compreender como as práticas escolares do Ensino de Ciências contribuem para a construção de um habitus de meninas, principalmente pobres e negras, que as afasta do interesse pelo conhecimento científico. O conceito de habitus permite compreender como as estruturas e os condicionamentos sociais atravessam o comportamento dos agentes e, assim, propor estratégias de interferência. Propomos reconhecer como as escolas percebem a relação das alunas com o ensino de ciências e a elaborar um projeto de ensino visando o discurso científico como promotor de novas práticas escolares em relação às meninas.
  • Universidade Federal do Rio de Janeiro - RJ - Brasil
  • 20/03/2022-31/03/2025
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Viviane Moraes de Oliveira

Ciências Exatas e da Terra

Física
  • estudo experimental e modelagem da dinâmica de indivíduos interagentes
  • A dinâmica de sistemas onde os indivíduos interagem entre si e com o meio se revela uma rica e complexa tarefa. Os detalhes desse processo exigem um estudo cuidadoso tanto teórico quanto experimental. Dependendo das interações, os sistemas físicos podem formar padrões característicos, bem como apresentar características estatísticas universais. Desta forma, neste projeto propomos o desenvolvimento de experimentos envolvendo interações de múltiplos corpos, como enxames de robôs e cardume de peixes. Os robôs são extremamente versáteis e podem ser programados de forma a imitar a interação entre partículas, bem como seres vivos, o que possibilita uma vasta aplicação de problemas em Física Estatística. Da mesma maneira, o estudo experimental de cardume possibilita uma plataforma experimental simples e dinamicamente rica. Estes experimentos serão desenvolvidos no Laboratório de Sistemas Complexos e Universalidades vinculado ao PPG em Física Aplicada do Departamento de Física da UFRPE. A dinâmica destes sistemas físicos será registrada por câmeras de alta definição em 2 ou 3 dimensões. O processamento das imagens e obtenção dos dados exige o emprego de algoritmos de rastreamento e identificação de imagens personalizados, os quais serão desenvolvidos por este projeto. Para este fim o projeto conta com dois laboratórios computacionais, Laboratório de Computação Remota e Laboratório de Física Teórica e Computacional, com 35 Workstation para processamento de imagens, bem como cálculo numérico e simulações computacionais para modelar os sistemas físicos em questão. Desta forma, realizando experimentos e modelagens estaremos desenvolvendo pesquisas com publicações em periódicos de alto impacto, de maneira duradoura e eficiente. Outra grande contribuição é a formação de recursos humanos com habilidades tanto na modelagem computacional quanto na execução de experimentos, contribuindo para suprir a demanda de pesquisadores neste tema, possibilitando a geração de patentes.
  • Universidade Federal Rural de Pernambuco - PE - Brasil
  • 03/02/2022-28/02/2025
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Viviane Sampaio Boaventura de Oliveira

Ciências Biológicas

Imunologia
  • diabetes de início recente na covid-19: fenótipo clínico, imunológico e metabólico. 
  • Nível persistentemente elevado de glicose sanguínea em pacientes sem histórico de diabetes mellitus (DM) tem sido observado como uma das complicações da COVID-19 (PMC7304415), podendo causar cetoacidose (PMC7404645; PMC8396224). O diabetes de início recente na COVID-19 (DIRC) tem sido descrito em pacientes na fase aguda da infecção e nos que persistem com sintomas pós-agudos da doença (PMC8010267).  Ainda não se conhece o perfil clínico e a patogênese da DIRC. Infecções virais têm sido implicadas na etiopatogênese do DM do tipo 1, que está associada à produção de autoanticorpos e autorreatividade celular (PMID: 33716971, PMID: 34223884). Nossa hipótese é que parte dos pacientes com DIRC apresentam resposta autoimune contra alvos pancreáticos. Na COVID-19 têm sido descritas manifestações autoimunes, com produção de autoanticorpos, com implicações clínicas (PMID:34437579, PMID: 34010947). Nesse estudo, pretendemos investigar o perfil clínico, imunológico e metabólico de 70 pacientes com DIRC acompanhados pela nossa equipe no Centro Pós-COVID-19 em Salvador- Bahia (doi:10.1101/2021.06.07.21258520). Pacientes com DIRC (após diagnóstico de COVID-19; infecção por SARS-CoV-2 confirmada laboratorialmente; sem história de DM, e hemoglobina glicada > 6,4%) serão caracterizados quanto ao sexo, idade, índice de massa corpórea e história familiar de DM. Investigaremos auto- anticorpos para cinco antígenos pancreáticos comumente encontrados na DMT1. Serão selecionados 20 pacientes (10 com DIRC e 10 pós-COVID-19 sem DIRC) para estudo comparativo do perfil lipidômico/metabolômico. Por fim, avaliaremos prospectivamente casos de DIRC para investigar a persistência das alterações metabólicas e dos níveis séricos autoanticorpos. O conhecimento clínico e da patogenênese do DIRC é essencial para o manejo clínico do paciente, tomada de decisões quanto ao tratamento, acompanhamento cuidadoso e prevenção de complicações clínicas de agudas e crônicas (PMC7194589)
  • Fundação Oswaldo Cruz - BA - Brasil
  • 21/03/2022-31/03/2025