Projetos de Pesquisa

 

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Ursula da Silveira Matte

Ciências Biológicas

Genética
  • edição gênica não-viral com o sistema crispr/cas9 por via intra-articular para tratamento da mucopolissacaridose tipo i
  • A Mucopolissacaridose tipo I (MPS I) é causada pelo acúmulo lisossomal de glicosaminoglicanos (GAGs) devido à deficiência da enzima alfa-L-iduronidase (IDUA). Os tratamentos disponíveis podem melhorar várias manifestações clínicas, mas têm efeitos limitados nos sintomas articulares, resultando em complicações ortopédicas persistentes e mobilidade prejudicada. Assim, o objetivo desse projeto é desenvolver formulações lipídicas nanotecnológicas carreadoras do sistema de edição gênica CRISPR/Cas9 e de um antiinflamatório esteroidal para tratamento de células sinoviais e de um modelo murino de MPS I através de injeção intra-articular. As formulações serão produzidas, otimizadas, caracterizadas físico-quimicamente e após serão testadas em sinoviócitos quanto à viabilidade celular e à efetividade na produção de IDUA. Os complexos serão injetados por via intra-articular em camundongos MPS I e serão realizadas dosagem da atividade e expressão de IDUA no líquido sinovial e articulações, bem como análises imunohistoquímicas e histológicas. Um piloto in vivo foi realizado e demonstrou aumento significativo da atividade de IDUA na articulação do grupo tratado. Corroborando o ensaio piloto, espera-se que os resultados finais demonstrem uma abordagem in situ segura, tolerável e eficaz de edição gênica intra-articular não-viral visando à redução ou prevenção das complicações ortopédicas debilitantes da MPS I, vislumbrando um ensaio clínico futuro. O alinhamento à Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras permite a conexão direta e a divulgação sobre doenças, pesquisa e resultados envolvidos na proposta. Além disso, o impacto nos gastos públicos seria significativo, considerando que hoje os pacientes são tratados com reposição enzimática que custa cerca de R$1 milhão anuais por paciente e não se mostra efetiva no acometimento articular. Por fim, o projeto envolve estudos em fronteira de conhecimento, numa técnica nova com potenciais imensos.
  • Universidade Federal do Rio Grande do Sul - RS - Brasil
  • 08/12/2020-31/12/2023
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Vadim Viviani

Ciências Biológicas

Biotecnologia
  • desenvolvimento de insumos bioluminescentes para análises ambientais, imunoensaios e bioimagem
  • A bioluminescência, a emissão de luz visível por reações luciferina-luciferase por organismos, tem sido utilizada a várias décadas para finalidades bioanalíticas. Enzimas luciferases de vagalumes e seus genes são empregadas como reagentes luminescentes em kits para avaliar a qualidade de águas, contaminação microbiológica de alimentos e bebidas, e seus genes como sondas bioluminescentes para marcação celular, biossensores, testes de citotoxicidade, e prospecção de drogas antivirais, antibacterianas e anticancerígenas pela indústria farmacêutica. Estas aplicações utilizam produtos e tecnologias importados. O nosso grupo de pesquisa tem se destacado mundialmente no estudo da bioluminescência e estrutura e função de luciferases clonadas a partir de besouros de biomas brasileiros, tendo identificado os determinantes estruturais da atividade luminescente, dos espectros de bioluminescência, sensibilidade ao pH e metais. A partir destes conhecimentos, estamos agora desenvolvendo luciferases com propriedades de luminescência otimizadas (brilho, cinética e espectros, e sensibilidade a pH) para emprego como reagentes, biossensores de pH e de metais, genes repórter para bioimagem, e imunoensaios bioluminescentes. Considerando a demanda por reagentes e tecnologias bioanalíticas sensíveis nacionais para monitorar os problemas emergentes como a pandemia, crise ambiental e problemas de qualidade que afetam a indústria, planejamos usar estas luciferases para desenvolver insumos bioluminescentes que possam atender estes setores, a saber: biossensores de cádmio e mercúrio; reagentes bioluminescentes para imunoensaios (SARS-CoV-2); genes repórter bioluminescentes mais eficientes para marcação e bioimagem de vírus, células e acompanhamento de crescimento de tecidos em biomateriais. A associação da bioluminescência com nanopartículas, e com tecnologia de smartphones, poderá trazer soluções inovadoras como imunoensaios e biossensores luminescentes miniaturizados e portáteis.
  • Universidade Federal de São Carlos - SP - Brasil
  • 04/02/2022-28/02/2025