Projetos de Pesquisa

 

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Silvana Aparecida Mariano

Ciências Humanas

Sociologia
  • laboratório de estudos de feminicídios
  • O feminicídio foi incluído no direito penal brasileiro em 2015. Sendo essa a forma mais extrema da violência contra mulheres e meninas, pairam muitas interpretações sobre seu significado, diante de medidas estatais que tendem ao seu estreitamento, vinculando-o a uma de suas faces, o feminicídio íntimo no contexto da violência doméstica e familiar, e reduzindo-o ao plano das relações interpessoais, encobrindo assim o caráter estrutural dessa violência. Desse modo, o projeto investiga os sentidos e os usos da noção de feminicídio em dois campos estratégicos: o jurídico e a imprensa. Como os sentidos de feminicídios são manejados e que lugar é conferido às mulheres vitimizadas pela violência feminicida? Com abordagens vitimológica e interseccional, no campo jurídico tratamos das condições de resposta do Estado ao feminicídio e, na imprensa, interessa compreender as representações sociais sobre violência de gênero e feminicídio. Com perspectiva sócio-histórica, interessa a compreensão sobre formas de continuidades e rupturas nos valores, estereótipos e práticas associados às relações de gênero. A hipótese é de que, a despeito dos avanços obtidos, a noção de feminicídio vem sendo mobilizada de modo restrito, reproduzindo a culpabilização individual, a revitimização e a invisibilização das mulheres e selecionando padrões elegíveis de mulheres para o enquadramento legítimo como vítima. A hipótese de investigação está alinhada aos estândares internacionais de direitos humanos que, ao lado das chamadas leis integrais de enfrentamento da violência contra mulheres e meninas, invocam abordagens holísticas e estruturais sobre o fenômeno. A investigação vale-se da triangulação de métodos quantitativos e qualitativos, com análise documental, observação direta no plenário do Tribunal do Júri, análise do discurso e análise de conteúdo. No campo jurídico, o universo de pesquisa é delimitado no estado do Paraná e, na imprensa, a pesquisa é de abrangência nacional.
  • Universidade Estadual de Londrina - PR - Brasil
  • 09/04/2024-30/04/2027
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Silvana Aparecida Rocco

Ciências da Saúde

Farmácia
  • potencial farmacológico de pirazolopirimidinas como inibidores de quinases.
  • O grupamento pirazolopirimidina e seus isômeros, quando seletivamente funcionalizados, constituem bloco construtor para a preparação de numerosas substâncias que apresentam atividade biológica pronunciada. Desta forma, tal classe de moléculas apresenta-se como alvo promissor para o desenvolvimento de agentes farmacológicos. Seus derivados têm a capacidade de inibir eficientemente a atividade catalítica de diversas quinases, sendo alguns empregados como antibióticos, antivirais e vasodilatadores. Dados preliminares de nosso grupo demonstraram que a adenosina quinase (AK) é um alvo biológico destes compostos. A AK catalisa a produção de ADP e AMP a partir de adenosina e ATP. Por ser o aumento da concentração de adenosina benéfico em uma série de patologias e condições adversas do organismo, tais como no pré-condicionamento isquêmico, modulação da resposta inflamatória, convulsão e complicações do diabetes, postula-se como hipótese de trabalho que a inibição da adenosina quinase acarretaria aumento de adenosina e, consequentemente, nos benefícios anteriormente mencionados. Uma biblioteca de pirazolopirimidinas já foi produzida pela nossa equipe. Desta forma, objetiva-se com esse projeto realizar triagens automatizadas em larga escala (high throughput screening) para rastrear e propor racionalmente a otimização de um provável composto líder para atuar como inibidor seletivo da AK. Os ensaios enzimáticos serão realizados com a proteína purificada. Os derivados farmacológicos mais promissores serão ressintetizados e caracterizados por ressonância magnética nuclear (RMN) e ensaios de calorimetria para determinação estrutural dos pontos de interação entre fármaco-proteína. Estes candidatos também terão suas propriedades de absorção, distribuição, metabolismo e excreção (ADME) in vitro caracterizadas, relevantes para uma melhor previsão da transição para estudos in vivo.
  • Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais - SP - Brasil
  • 04/12/2023-31/12/2026
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Silvana Beutinger Marchioro

Ciências Agrárias

Medicina Veterinária
  • produção e avaliação de uma nanovacina recombinante contra a linfadenite caseosa
  • A linfadenite caseosa (LC) é uma doença infecciosa de caprinos e ovinos, caracterizada pela formação de granulomas em linfonodos e outros órgãos, causada por Corynebacterium pseudotuberculosis. A manifestação crônica desta doença debilita o animal e compromete a qualidade da produção de lã, carne e leite, sendo responsável por perdas econômicas significativas nas regiões de produção, em especial no nordeste brasileiro. Apesar da relevância econômica e necessidade de controla da doença, ainda não foi desenvolvida uma vacina adequada, dado que as vacinas comerciais disponíveis não são capazes de proteger completamente o rebanho. Nos últimos anos os pesquisadores têm desenvolvido novas estratégias para o melhoramento da eficácia das vacinas. A liberação de antígenos baseadas em nanopartículas poliméricas tem sido uma tecnologia promissora devido à capacidade de produzir respostas imunes fortes e direcionadas. Por tanto, é possível que uma formulação vacinal a base de polímero PLDLA-co-TMC/ Tween 80 com o antígeno recombinante NanH (indicada em análises in silico e in vivo como promissora para uso em vacinas) potencialize a imunoproteção contra a LC. Para testar esta hipótese, será produzida uma nanovacina encapsulando a proteína recombinante NanH produzida em E. coli com o polímero PLDLA-co-TMC/ Tween 80. A imunogenicidade e a capacidade imunoprotetora desta formulação serão avaliadas através de ensaios de imunizações e desafio de camundongos Balb/c. Testes imunológicos utilizando ELISA indireto e PCR em tempo real serão utilizados para análise de produção de anticorpos IgG total, IgG1 e IgG2a e produção das citocinas IL-4, IL-10, IL-12, IL-17, TNF e IFN-Y. A capacidade imunoprotetora será avaliada comparando as taxas de sobrevivência dos animais vacinados e controles após o desafio, além das avaliações dos órgão internos em busca de sinais patológicos da LC após eutanásia.
  • Universidade Federal da Bahia - BA - Brasil
  • 19/12/2023-31/12/2026