Projetos de Pesquisa

 

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Rodrigo Sudatti Delevatti

Ciências da Saúde

Educação Física
  • treinamento físico em diferentes meios, aquático e terrestre, no controle do diabetes tipo 2: aquatic and land exercise for diabetes (aled) - um ensaio clínico randomizado
  • O diabetes tipo 2 é uma doença crônica não transmissível de alta prevalência, alto custo aos indivíduos e sistemas de saúde, associadas a diversas complicações, que limitam a qualidade de vida e aumentam a chance de morbimortalidade. Sua terapêutica compreende a prática de atividade física aeróbica e de força (treinamento combinado), capaz de reduzir os níveis glicêmicos e beneficiar diversos desfechos de saúde. Mesmo sendo uma terapêutica com alto nível de evidência, o treinamento combinado em meio terrestre se apresenta com certa dificuldade de aderência e segurança osteoarticular aos pacientes. Como alternativa, o treinamento em meio aquático vem sendo proposto em alguns estudos, que demonstram melhoras glicêmicas, hemodinâmicas, psicossociais e funcionais similares ao meio terrestre. No entanto, trata-se de poucos estudos, com períodos de intervenção não maiores que 15 semanas e geralmente investigando apenas o treinamento aeróbio em meio aquático, faltando um ensaio clínico de longo seguimento comparando programas de treinamento combinado nos diferentes meios (aquático vs terrestre) no controle do diabetes tipo 2. A partir dessa lacuna, configurou-se o seguinte problema de pesquisa: Existem diferenças entre os efeitos do treinamento combinado em meio aquático e meio terrestre sobre desfechos cardiometabólicos, funcionais e psicossociais em pacientes com diabetes tipo 2? Hipotetiza-se que o treinamento combinado em meio aquático apresentará similares resultados ao mesmo tipo de treinamento realizado em meio terrestre, inclusive podendo apresentar maiores magnitudes de melhora nos desfechos cardiometabólicos. A hipótese se sustenta pelos estudos conduzidos até o momento com exercícios em meio aquático no controle do diabetes e por uma possível associação entre os efeitos da fisiologia da imersão e do treinamento físico. Para testar a referida hipótese, será desenvolvido um ensaio clínico randomizado comparador, com dois braços em paralelo, avaliador-cegado.
  • Universidade Federal de Santa Catarina - SC - Brasil
  • 22/02/2024-28/02/2027
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Rogelio Lopes Brandao

Ciências Biológicas

Microbiologia
  • edição gênica com crispr-cas9: uma tecnologia disruptiva aplicada à produção de bioetanol
  • O Brasil é responsável pela maior produção de etanol oriundo da cana-de-açúcar e Minas Gerais é o terceiro maior estado brasileiro produtor desse biocombustível. Apesar disso, as unidades produtoras sofrem com algumas características apresentadas pelas leveduras como alta taxa de floculação/produção de espuma, bem como maior produção de glicerol que promovem aumento dos custos de produção e diminuição na produção de etanol, respectivamente. O uso de leveduras editadas geneticamente para a fermentação pode promover ganhos de produção e/ou redução de custos operacionais capazes de impactar forte e positivamente o setor sucroenergético. Devido a natureza poligênica de muitos atributos importantes requeridos numa levedura industrial, envolvendo genes pouco conhecidos, com ampla distribuição pelo genoma, a seleção de uma cepa com todos os fenótipos desejáveis é extremamente dificil Diante disso, a presente proposta visa obter uma levedura cisgênica que apresente características desejáveis à produção de bioetanol e que, portanto, seja capaz de gerar ganhos em produtividade e reduzir os custos. Para isso, será utilizada a técnica CRISPR-Cas9 para a edição de genomas de leveduras a serem previamente selecionadas por apresentarem alta produção de etanol e alta resistência a condições adversas. A partir destas estirpes será possível editá-las geneticamente para que apresentem pouca/nenhuma produção de espuma; reduzida capacidade floculativa e baixa produção de glicerol, com aumento da produtividade em etanol. Esta tecnologia não é utilizada no mercado sucroenergético, se apresentando como alternativa inovadora e disruptiva com potencial de sanar as “dores” das usinas de bioetanol e com aplicabilidade tanto na produção de etanol 1G quanto na de etanol 2G, contribuindo fortemente para o aumento da produção de bioetanol, associada à redução de custos operacionais. A cooperação com a empresa CERLEV facilitará a aplicação dos resultados no setor sucroenergético brasileiro.
  • Universidade Federal de Ouro Preto - MG - Brasil
  • 06/12/2022-31/12/2026