Projetos de Pesquisa

 

Foto de perfil

Yara Teresinha Correa Silva Sousa

Ciências da Saúde

Odontologia
  • avaliação da degradação de cimentos obturadores biocerâmicos, em longo prazo, e seu impacto nas propriedades físico químicas, resistência de união à dentina radicular e atividade antimicrobiana
  • O avanço da ciência nos últimos anos tem proporcionado o desenvolvimento de novos materiais para favorecer o sucesso do tratamento endodontico. Os cimentos biocerâmicos apresentam alta liberação de íons cálcio, que, em contato com fluidos biológicos, propiciam o processo de bioatividade e favorecem a atividade antimicrobiana e o selamento pela deposição de rede de hidrato de silicato de cálcio misturado com hidroxiapatita. A bioatividade favorece a interação com a dentina, que resulta em maior penetração do cimento obturador nos túbulos, possibilitando maior resistência de união do material à dentina. Entretanto, não há estudos sobre o comportamento do material em longo prazo. O objetivo neste estudo será avaliar o efeito da degradação dos cimentos biocerâmicos Sealer Plus BC, Bio-C Sealer e Endosequence BC sobre suas propriedades físico químicas e atividade antimicrobiana em biofilmes de E faecalis. Ainda avaliar o impacto na interface de união material obturador/dentina, por microscopia confocal a laser (MCL) e microscopia eletrônica de varredura (MEV), na hidroxiapatita formada por difração de raios-x (DRX) e resistência de união pelo teste de push out. Corpos de prova de cada cimento serão distribuídos em grupos de acordo com a degradação (simulada por termociclagem): 28 dias (controle), 12 e 24 meses, e submetidos à analise da radiopacidade, alteração dimensional, solubilidade e pH, de acordo com a norma n57 da ANSI-ADA, e na atividade antimicrobiana por unidade formadora de colônia. Pré molares inferiores (n=90) serão preparados e obturados com os cimentos testados e distribuídos em 3 grupos, de acordo com a degradação (ciclagem termomecânica) nos mesmos períodos. Os dentes serão seccionados em 3 slices por terço (1,5 mm), que serão submetidos à MCL e push out, MEV e DRX. As análises qualitativas serão realizadas por examinadores calibrados e os dados quantitativos submetidos a análise estatística com significância de 5%.
  • Universidade de Ribeirão Preto - SP - Brasil
  • 17/03/2022-31/03/2025
Foto de perfil

Yris Maria Fonseca Bazzo

Ciências da Saúde

Farmácia
  • desenvolvimento de chá fitoterápico solúvel de mangaba (hancornia speciosa gomes) pelos métodos de secagem por liofilização (freeze drying) e por atomização (spray drying)
  • As bebidas à base de plantas, como os chás, têm sido utilizadas como parte da cultura alimentar em diversos países. Os chás medicinais à base de plantas são fontes de compostos bioativos naturais, e esses compostos têm mostrado uma série de efeitos biológicos benéficos a saúde. A mangaba (Hancornia speciosa Gomes) é uma planta nativa brasileira com ocorrência confirmada em toda a extensão do bioma Cerrado e da Restinga. Os frutos constituem a parte da planta com maior valor comercial. De natureza essencialmente extrativista, a produção nacional de mangaba tem crescido ao longo dos últimos anos e atingiu 1.749 toneladas em 2019, com destaque para os estados da Paraíba, Sergipe e Bahia. Ao mesmo tempo em que a mangaba vem se valorizando no mercado nacional, a degradação das áreas de ocorrência natural da espécie na restinga tem crescido significativamente, devido à pressão exercida por produtores de cana-de-açúcar e grãos, silvicultores, criadores de camarão e especuladores imobiliários. Além do risco de perda do material genético e dos danos ambientais, o desmatamento também afeta diretamente a economia das comunidades tradicionais dependentes do extrativismo da mangaba feito majoritariamente por mulheres. As Catadoras de Mangaba atualmente se organizam em associações municipais, que não apenas coletam os frutos, mas também processam e comercializam produtos elaborados a partir da polpa e participam ativamente de ações de preservação das áreas de extrativismo de mangaba. Considerando o crescente mercado e aceitabilidade de produtos à base de plantas medicinais, espera-se, ao final deste projeto, obter formulação de chá solúvel do fruto de mangaba, contribuindo com a formação de recursos humanos e para o conhecimento da flora do bioma Cerrado, com a preservação de espécies nativas, com a economia das comunidades tradicionais dependentes do extrativismo da mangaba, diversificando os usos desta planta.
  • Universidade de Brasília - DF - Brasil
  • 16/03/2022-31/03/2025
Foto de perfil

Yule Roberta Ferreira Nunes

Ciências Biológicas

Ecologia
  • colapso das veredas no sertão mineiro (fase ii): efeitos sobre a biodiversidade, serviços ecossistêmicos e saúde única
  • As veredas são um tipo fitofisionômico do Cerrado que apresentam comunidades hidrófilas associadas à palmeira Mauritia flexuosa L.f. (buriti). São ambientes que desempenham um papel fundamental no equilíbrio hidrológico dos cursos d’água e possuem grande importância ecológicae papel social ímpar. Apesar das veredas serem reconhecidas como Áreas de Proteção Ambiental, a ocupação antrópica de suas áreas naturaistem levado à exaustão destes ambientes. As veredas no norte de Minas estão secando. Na perspectiva de monitor e entender o processo de secamento das veredas sobre a biodiversidade, em 2016 foi aprovado o sítio PELD-VERE. A proposta aqui apresentada baseia-se na continuidade do sítio de pesquisa, que tem monitorado as variações climáticas e hídricas, a vegetação e seus processos ecológicos. Nesta perspectiva, a principal questão norteadora do PELD-VERE Fase II é: quais as consequências do secamento das veredas para biodiversidade, serviços ecossistêmicos e saúde única? Neste sentido, seguindo o desenvolvimento de diferentes sub-projetos que integram essa questão, várias questões foram endereçadas para o sítio PELD-VERE, nesta segunda fase: (1) qual limiar de tolerância da vegetação ao rebaixamento do lençol freático?; (2) qual o efeito da mudança do regime hidrológico na dinâmica espaço-temporal em termos de biomassa da vegetação?; (3) quais as linhas de tendência dos cenários bioclimáticos das veredas? (4) existe diferença na dinâmica do carbono do solo entre veredas em diferentes condições hídricas?; (5) quais mudanças estruturais e demográficas da comunidade vegetal ao longo do tempo?; (6) existem diferenças nas métricas de diversidade taxonômica (beta), funcional e filogenética em veredas sob diferentes condições hídricas?; (7) o comportamento fenológico reprodutivo nas diferentes veredas se manterá divergente, como resposta a mudanças na composição florística?; (8) o secamento das veredas influencia na época e intensidade das fenofases vegetativas e reprodutivas do buriti (Mauritia flexuosa L.f.) e do xiriri (Mauritiella armata Mart.), espécies-chave deste sistema?; (9) a deposição da serapilheira, decomposição e ciclagem de nutrientes responde as variações hídricas das veredas estudadas?; (10) qual é a contribuição do buriti e xiriri para o acúmulo de carbono e qual o impacto da diminuição da população destas espécies para o sequestro de carbono?; (11) aspectos da semente e germinação podem explicar a distribuição das espécies nos diferentes microambientes de veredas?; (12) como os fatores ambientais interferem na dinâmica do banco de sementes e como diásporos e plântulas das palmeiras-chave respondem ao estresse?; (13) quais são os efeitos do estresse hídrico imposto pelo processo de secamento na expressão de atributos estruturais e funcionais de galhas e sua relação com o ataque pelos inimigos naturais; (14) quais são os efeitos da mudança no regime hidrológico sobre a comunidade de insetos terrestres bioindicadores?; (15) existem efeitos da mudança no regime hidrológico sobre as interações ecológicas e no funcionamento dos processos ecossistêmicos?; e (16) a mudança no regime hidrológico das veredas promove o aumento do contato entre homens, animais silvestres e vetores de doenças? Em síntese, a proposta aqui apresentada mantém a coleta de dados iniciado na implantação do sítio e inicia uma abordagem ecossistêmica e de saúde ambiental, identificando as respostas da biodiversidade, serviços ecossistêmicos e saúde única frente as mudanças ambientais, causadas pelo secamento das veredas. Vários aspectos aqui abordados são essenciais para ações de gestão ambiental e na adoção de programas de conservação e restauração deste ecossistema, além de fornecer subsídios para políticas públicas que garantam a saúde única. Neste sentido, o PELD-VERE (Fase II) traz a perspectiva de mostrar a relação do impacto do secamento nos serviços ecossistêmicos e saúde única. Assim, o colapso das veredas não somente impacta a conservação da biodiversidade, mas afeta diretamente e as pessoas, pela perda dos serviços ecossistêmicos e pelo aumento da potencial ameaça de doenças zoonóticas.
  • Universidade Estadual de Montes Claros - MG - Brasil
  • 03/12/2020-31/12/2024