Projetos de Pesquisa

 

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Wim Maurits Sylvain Degrave

Ciências Biológicas

Microbiologia
  • um novo continente para estudos em saúde (- fioantar): microbiota e virus antárticos, seu potencial patogênico e biotecnológico, e sistemas de detecção de possíveis impactos no futuro para a saúde humana e animal.
  • O continente antártico é uma das regiões mais sensíveis às variações climáticas globais e possui interações extensas e complexas com o planeta. A realização de pesquisas científicas na Antártica é de suma importância para o entendimento dessas complexas interações entre os processos naturais antárticos e globais que afetam a vida na Terra. As pesquisas realizadas no âmbito do PROANTAR são de enorme relevância para a compreensão das influências dos fenômenos naturais que afetam o Brasil. Os estudos indicam a biosfera rica e variada, tanto em termos de organismos aquáticos e variedades de aves migratórias, como em microrganismos com características especiais. A elevação da temperatura no continente e a exposição de camadas inferiores de gelo e solo afetam a dinâmica da circulação e dispersão de espécies desconhecidas ou reemergentes de potencial patogênico, para além do oceano antártico e que podem afetar diretamente o Brasil, influenciando no surgimento e circulação de novos agentes infecciosos. Os potenciais impactos destes ecossistemas sobre a saúde dos animais, dos visitantes, sobre o continente ou América do Sul foram pouco estudados. Na última década, a imensa riqueza da biodiversidade antártica tem despertado novo foco de interesse para os pesquisadores que, além de estudarem as adaptações dos organismos às condições extremas do continente e às dinâmicas ecossistêmicas, buscam identificar possíveis aplicações, o desenvolvimento de novas enzimas, (bio)fármacos e biotecnologias. O interesse científico da Fiocruz que motiva sua primeira participação em pesquisas no continente antártico está em consonância com os conceitos que pautam sua atuação, desde sua criação: gerar e difundir conhecimento científico e tecnológico. A Fiocruz traz em sua origem o fato de ter sido criada para combater as severas epidemias que assolavam o Brasil no início do Século XX. E ao longo dos anos, consolidou em seu escopo os principais pilares para produção da ciência e tecnologia: pesquisa básica e aplicada, desenvolvimento de produtos, formação de pesquisadores e gestores; produção de conhecimento; informação e divulgação científica; vigilância e capacidade de resposta; capacidade de cooperação técnica e de ajuda humanitária. Para a Fiocruz, a Antártica representa um novo horizonte, com possibilidades de gerar novos conhecimentos, ampliando a expertise institucional. O presente projeto – FioAntar- tem como proposta a integração de grupos de pesquisa formados por especialistas nas áreas de bacteriologia (Bacillus anthracis, B. cereuse micobactérias), virologia (vírus Influenza A e Norovírus), micologia (Histoplasma spp., Coccidioides spp., Cryptococcusneoformans, C. gattii, Paracoccidioides brasiliensis e outros agentes de micoses invasivas), helmintologia (Digeneas, Cestodas, Nematoda, Acanthocephala), líquens (como marcadores de variações climáticas e fontes de metabólitos secundários de interesse para saúde), genômica, para que se possa avaliar os diversos grupos de patógenos ou novos patógenos, que possam ser encontrados no continente, tanto na camada ativa do solo, permafrost, águas marinha e lacustre, e os que parasitam espécies de animais que lá vivem ou circulam. O projeto FioAntar também propõe avaliar diversidade genética, virulência, patogenicidade e capacidade metabólica e genômica dos microrganismos e vírus isolados. E ainda, a criação de disciplina "Estudos de biodiversidade e agentes infecciosos Antárticos" para formação de pesquisadores para estudos antárticos. Os futuros resultados ajudarão na consolidação da prospecção biotecnológica e na estruturação de caminhos futuros para pesquisa em saúde na Antártica e contribuirão para o Brasil se preparar para a emergência de possíveis novas doenças que advirão com o degelo da calota polar, com a migração de espécies, com a circulação de substâncias tóxicas, entre muitas possibilidades de mudanças. Como se pode observar, o caráter multidisciplinar da equipe reflete-se na abrangência da proposta do estudo e proporciona a troca de conhecimentos e colaboração, entre os diversos grupos e especialistas, podendo envolver outros grupos, como modelagem computacional, além de colaboradores nacionais e internacionais. A multidisciplinaridade institucional se amplia ao somar-se à equipe de pesquisadores, profissionais da área de comunicação e relações internacionais (RI). Os primeiros possuem expertise para realizar a divulgação da pesquisa e dos resultados gerados, podendo gerar produtos a partir dos registros audiovisuais. Os profissionais de RI atuarão nas articulações para cooperação com instituições e redes internacionais de pesquisa, vigilância, coleções biológicas e fóruns de discussão, buscando ampliar as redes colaborativas, como recomenda o Sistema do Tratado Antártico, o Plano de Ação 2013-2022 brasileiro e os novos programas científicos de Ciências da Vida do SCAR. Consta também da proposta, um plano completo de mídia elaborado pela equipe de Comunicação e de TV da Fiocruz para dar visibilidade à expedição e às pesquisas realizadas para comunidade científica e sociedade. Para essa experiência, o projeto FioAntar já conta com as colaborações do: Centro Colaborador da OMS para influenza; Wieland Meyer, Universidade de Sydney, Austrália; Universidade da República do Uruguai, Luiz Henrique Rosa, Dep. de Microbiologia, Instituto de Ciências Biológicas, UFMG. E uma vez que a Fiocruz já participa de várias redes internacionais para pesquisa, vigilância e desenvolvimento, acreditamos que a oportunidade de atuar no continente antártico contribua para ampliar a rede de colaborações nacionais e internacionais. Por fim, acreditamos que a participação da Fiocruz no Programa Brasileiro ProAntar irá contribuir para fortalecer e consolidar a qualidade da pesquisa científica brasileira na Antártica, em conformidade com o Artigo IX do Tratado Antártica e para aumentar o protagonismo brasileiro, em particular no “Scientific Committee on Antartic Research (SCAR
  • Fundação Oswaldo Cruz - RJ - Brasil
  • 25/12/2018-31/12/2022
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Windson Viana de Carvalho

Ciências Exatas e da Terra

Ciência da Computação
  • proveniência de dados e realidade virtual no apoio ao ensino de o&m para pessoas com deficiência visual
  • A Proveniência de Dados (PD) combinada às estratégias de Game Learning Analytics tem demonstrado importante papel nos processos decisórios de re-design de jogos sérios e no monitoramento dos estudantes pelos professores. Neste contexto, este projeto visa investigar como métodos de PD, Visualização de Dados e de Realidade Virtual (RV) podem ajudar professores de Orientação e Mobilidade (O&M) no processo de ensino de O&M para pessoas com deficiência visual (PDVs). No Brasil, dados do IBGE de 2019 indicam mais de 7 milhões de PDVs, sendo pelo menos 500 mil delas cegas totais. A aprendizagem e prática de O&M impactam positivamente na capacidade de PDVs de discernir sua localização atual, estabelecer a posição de objetos no espaço, a direção a seguir ou o destino desejado. O uso de técnicas de gamificação e RV tem se mostrado como formas efetivas para promover a prática de O&M com segurança e diversão. Um aluno PDV de O&M pode explorar, em um ambiente virtual, lugares não conhecidos, sem estar fisicamente lá. Uma revisão sistemática conduzida pelos proponentes analisou 987 artigos, identificando 32 ambientes virtuais de O&M seguindo esta estratégia, bem como uma carência por ferramentas para customização de mapas e acompanhamento detalhado de professores da interação do aluno com o ambiente. Neste sentido, o projeto visa integrar métodos de PD a um ambiente virtual de O&M e ampliar os aspectos de customização, gamificação e acompanhamento da aprendizagem. O projeto seguirá uma estratégia de design centrado no usuário, tanto para levantar requisitos, quanto para avaliar a usabilidade e a acessibilidade das ferramentas de customização dos mapas e de visualização dos dados de proveniência obtidos a partir do uso de tais ambientes pelos alunos. Espera-se com isso que professores de O&M tenham uma maior capacidade de estimar a evolução com o uso de tais práticas e ser capazes de personalizá-las para maximizar o engajamento e a aprendizagem de seus alunos.
  • Universidade Federal do Ceará - CE - Brasil
  • 03/02/2022-28/02/2025
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Wolmar Alípio Severo Filho

Outra

Divulgação Científica
  • inovação e sustentabilidade ancorando a semana nacional de ciência e tecnologia.
  • Em um momento de extrema perplexidade social, tecnológica, científica, decretada pela pandemia que se alastrou pelo planeta inteiro, exigiu contingenciamento da política em todos os seus níveis. Serão desenvolvidas ações de socialização da ciência, no âmbito de todas as áreas do conhecimento, a fim de estimular a curiosidade e o raciocínio científicos e a inovação, em temas relacionados à ciência e tecnologia de forma transversal. Imaginamos assim, propor uma série de atividades que estão ou serão desenvolvidas, corroborando com o marco Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. Dentre as atividades propostas, com bastante diversificação, contemplamos ações que permeiam as atividades de Ensino, Pesquisa e Extensão da UNISC. Atividades estas, são direcionadas para diferentes públicos, desde estudantes do ensino fundamental e médio a pais de alunos desses alunos bem como para a sociedade em geral e acadêmica. No que tange a abrangência territorial, o evento abrangerá cidadãos de diferentes municípios da Região do Vale do Rio Pardo e atingirá também o município de Cachoeira do Sul, localizado no Vale do Jacuí entre outras cidades que acessarem as atividades virtuais propostas.
  • Universidade de Santa Cruz do Sul - RS - Brasil
  • 06/10/2021-31/10/2023