Projetos de Pesquisa

 

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Vitor Koiti Miyazaki

Ciências Humanas

Geografia
  • morfologia urbana e fragmentação socioespacial: formas e processos espaciais em cidades não metropolitanas
  • Esta pesquisa busca explorar o processo de fragmentação no âmbito da acentuação da diferenciação socioespacial e das transformações na morfologia urbana em cidades não metropolitanas. Partimos da hipótese de que dinâmicas atreladas à intensificação da urbanização têm tornado muitas cidades, inclusive as não metropolitanas, cada vez mais complexas em relação à diferenciação socioespacial, dispersão territorial e constituição de novas centralidades urbanas. Neste contexto, observamos transformações importantes nas cidades brasileiras, inclusive em relação à sobreposição, cada vez maior, de uma lógica socioespacial fragmentária à configuração predominantemente centro-periférica. Diante disso, esta pesquisa tem como objetivo geral analisar as transformações na morfologia urbana e suas relações com fragmentação socioespacial nas cidades de Dourados-MS, Ituiutaba-MG, Maringá-PR e Presidente Prudente-SP. O recorte territorial da pesquisa se justifica em decorrência da vinculação desta proposta com redes de pesquisas coletivas. Para atender ao objetivo da pesquisa, serão desenvolvidos os seguintes procedimentos metodológicos: pesquisa e revisão bibliográfica; levantamento de dados e realização de trabalhos de campo; tratamento e representação espacial das informações; análise e divulgação dos resultados. Por meio do desenvolvimento da pesquisa, esperamos contribuir para os estudos referentes à morfologia urbana e à fragmentação socioespacial, bem como para o diagnóstico e caracterização das cidades analisadas para posterior subsídio ao poder público em relação à políticas públicas e planejamento urbano.
  • Universidade Federal de Uberlândia - MG - Brasil
  • 04/02/2022-28/02/2025
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Vitor Matheus Bacani

Ciências Exatas e da Terra

Geociências
  • modelagem dinâmica de serviços ecossistêmicos gerados pelo estoque e sequestro de carbono no cerrado brasileiro
  • Mudanças no uso e cobertura da terra causadas por atividades humanas promovem emissões de carbono que contribuem com as mudanças climáticas globais e regionais. Por outro lado, o sequestro de carbono pode repor e contribuir para a redução das emissões de CO2. Enquanto o avanço da agropecuária sobre o Cerrado tem sido alvo de preocupação em relação as metas de redução de gases de efeito estufa, a expansão da silvicultura pode representar um aumento no sequestro de carbono. A bacia hidrográfica do rio Pântano (BHRP) se destaca no leste de Mato Grosso do Sul por apresentar profundas transformações paisagísticas nas últimas décadas. O primeiro impacto importante foi o alargamento do canal fluvial em razão da instalação próxima da usina hidrelétrica de Ilha Solteira-SP, seguido pelo avanço da agropecuária sobre áreas naturais, e atualmente a silvicultura para atender um dos maiores complexos de papel e celulose do mundo. A modelagem preditiva do armazenamento e sequestro de carbono por classes de uso e cobertura da terra pode contribuir para uma avaliação efetiva dos Serviços Ecossistêmicos (SE) na definição de Áreas Prioritárias para Conservação. Este projeto tem como objetivo avaliar o estoque de carbono na BHRP para os anos de 1984, 2007, 2021 e simular o sequestro de carbono de diferentes cenários para 2050 utilizando o modelo CA-Markov (Cadeias de Markov-Autômato Celulares) e o modelo InVEST (Integrated Valuation of Ecosystem Services and Tradeoffs). O mapeamento das mudanças e simulação do uso e cobertura da terra será desenvolvido com base no modelo CA-Markov e a modelagem do sequestro de carbono utilizando o modelo InVEST para três cenários futuros diferentes: 1- manutenção de tendência atual (avanço da silvicultura); 2- retração da silvicultura e avanço da agropecuária; 3- conservacionista, conforme previsto na legislação ambiental.
  • Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - MS - Brasil
  • 16/03/2022-31/03/2025
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Vitor Santaella Zanuto

Ciências Exatas e da Terra

Física
  • desenvolvimento e avaliação de protótipos de painéis fotovoltaicos cobertos por vidros especiais
  • Há décadas a comunidade científica aponta a necessidade de reduzir nossas emissões de carbono, e o acordo de Paris estabeleceu algumas metas claras. Neste contexto a energia solar é a grande candidata para substituir os combustíveis fósseis, porém, ainda precisamos desenvolver muitas tecnologias, como por exemplo materiais que tornem os painéis fotovoltaicos mais eficientes e sustentáveis. Num painel comercial o vidro de cobertura corresponde a cerca de 2/3 do peso do dispositivo, e devido a sua temperatura de fusão elevada, na sua produção são emitidas grandes quantidades de Carbono. Neste projeto exploramos a possibilidade de utilizar vidros com temperatura de fusão mais baixa, e outras propriedades especiais, na cobertura dos painéis. Potencialmente, estes materiais podem reduzir a intensidade de energia consumida para se construir um painel, e, por meio da incorporação de metais terras-raras, podem ainda atuar como conversores espectrais. Resultados preliminares que já realizamos apontam que um de nossos vidros podem absorver luz ultravioleta, protegendo o dispositivo dos efeitos nocivos dessa radiação ao mesmo tempo que essa energia é convertida em emissão no infravermelho, que possuí maior probabilidade de conversão em eletricidade pelo silício. Esta característica pode ser um caminho para se superar os limites de eficiência impostos pela teoria de Shockley-Queisser, como tem sido amplamente discutido na literatura. Deste modo, nossa estratégia consiste em sintetizar os vidros especiais já comentados, e utiliza-los na construção de protótipos de painéis fotovoltaicos, que vamos avaliar a eficiência utilizando um simulador solar de padrão internacional e também com medidas em iluminação natural. Iniciaremos com amostras codopadas com Európio e Neodímio, que já tiveram as concentrações destes íons otimizadas, e avaliaremos continuamente a viabilidade de testar outras matrizes vítreas e/ou combinações de dopantes.
  • Universidade Estadual de Maringá - PR - Brasil
  • 06/06/2022-30/06/2025
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Vitor Sommavilla de Souza Barros

Ciências Humanas

Filosofia
  • realismo e antirrealismo: integrando as evidências mais recentes ao debate acerca da normatividade moral
  • Neste projeto, avaliamos de que modo as novas evidências da filosofia experimental e das ciências das emoções impactam o debate entre realismo e antirrealismo morais e buscamos apresentar alternativas filosóficas para o entendimento da normatividade moral que sejam cientificamente adequadas. Na literatura em metaética, regularmente pressupõe-se: 1) que as pessoas usam a linguagem moral cotidianamente de forma realista; 2) que o antirrealista tem dificuldade para explicar o caráter normativo (i.e. vinculante) da moralidade; 3) e que existe uma conexão intrínseca entre julgar que algo deve ser feito (juízo moral) e estar ao menos em parte motivado a agir conforme. Juntos, estes pressupostos produzem um apelo inicial favorável ao realismo. Contudo, estudos recentes de filosofia experimental têm posto em dúvida o suposto realismo da linguagem moral cotidiana (item 1). Igualmente, estudos em ciências das emoções têm questionado a ideia de que há emoções morais universais apropriadas para cada situação de ação e (no caso de estudos sobre psicopatia) que há uma relação intrínseca entre juízo moral e motivação (item 3). De que modo o debate entre realismo e antirrealismo é afetado por esses achados? Quais alternativas cientificamente adequadas permanecem aos dois lados? Nossa hipótese inicial é que as evidências recentes aumentam a plausibilidade comparativa do antirrealismo. Se as evidências parecem atenuar os desafios 1 e 3 ao antirrealista, ele ainda precisa oferecer uma reposta a 2. Pretendemos explorar alternativas antirrealistas para a explicação da normatividade moral, com a hipótese inicial de que o construtivismo metaético oferece uma alternativa viável. Adicionalmente, hipotetizamos que, em vista dos achados, a alternativa mais plausível para o realista moral é rejeitar a conexão intrínseca entre juízo moral e motivação. Procedemos através da análise argumentativa e do confronto das teses filosóficas com os achados experimentais ou científicos.
  • Universidade Federal da Paraíba - PB - Brasil
  • 05/02/2022-28/02/2025
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Vitor Visintin Silva de Almeida

Ciências Agrárias

Zootecnia
  • extrato de própolis vermelha na alimentação de ovinos
  • Serão realizados dois experimentos com objetivo de avaliar adição da própolis vermelha na dieta de ruminantes. No Ensaio I será realizado um ensaio fermentação ruminal in vitro e produção de gás com intuito de estabelecer qual a melhor concentração de extrato de própolis vermelha de Alagoas para dietas com diferentes proporções de volumoso:concentrado. Serão testadas duas dietas contendo diferentes relações volumoso:concentrado (60:40 e 80:20) adicionadas com seis concentrações de extrato etanólico de própolis (0; 5; 10; 15; 20 e 25%). A Própolis Vermelha de Alagoas será proveniente de regiões produtoras de colmeias de abelhas Apis mellífera localizadas do município de Paripueira – AL. Na obtenção do extrato de própolis, serão utilizados 30 g de própolis bruta triturada para cada 100 mL de solução alcoólica (70,0%), correspondendo às técnicas da extração em etanol hidratado, por um período de 10 dias. Serão realizadas diluições da solução-estoque utilizando-se 0; 5; 10; 15; 20 e 25% da mesma. O estudo da cinética ruminal será estimada pela técnica de produção de gás in vitro. Para a obtenção do inóculo, será utilizado um ovino macho castrado, fistulados no rúmen e submetido a uma dieta a base de tifton e concentrado. Para mensuração de produção de gás, 0,2g das diferentes dietas serão colocadas em sete garrafas de vidro com capacidade para 110 ml, serão adicionados 30 ml da mistura, composta por 8 ml de inóculo ruminal e 24 ml de solução tampão, para os tratamentos com própolis serão adicionados 0,6 ml de extrato etanólico de própolis, para os tratamentos controle serão colocados 0,6 ml do álcool, do mesmo utilizado para produção do extrato. As leituras de produção de gás serão feitas nos tempos 1, 2, 3, 4, 5, 6, 9, 12, 18, 24, 30, 36, 48, 60, 72, 84, 96, 120 e 144 horas após o início da incubação, em sistema semi-automático com transdutor de pressão acoplado a um voltímetro. Para estimar os padrões da fermentação microbiana será adotado o modelo baseado na média da produção acumulada de gases de cada amostra. Os dados de produção durante as 24h de incubação e de análise bromatológica das dietas serão utilizados para os cálculos de predição dos valores energéticos. O pH e as concentrações em gás metano e CO2, e N-NH3 do material incubado foram analisados com 24 h de incubação. Os gases serão avaliados no dia da coleta, em cromatógrafo gasoso, utilizando-se como padrões gás metano e gás carbônico, após serem coletados em seringas plásticas vedadas com torneira de três vias. No Ensaio II, após estabelecido qual a melhor concentração de extrato de própolis vermelha sobre os parâmetros ruminas obtidos no ensaio I, serão utilizados 40 ovinos mestiço Santa Inês, com peso vivo médio de 20 kg, mantidos em confinamento, para avaliar o efeito da adição de extrato de própolis vermelha em dietas com diferentes proporções de volumoso:concentrado sobre o consumo, desempenho, digestibilidade dos nutrientes, parâmetros nutricionais, comportamento ingestivo, características de carcaça e avaliação econômica das dietas. Os animais serão submetidos a um período de adaptação de 14 dias e 70 dias de período experimental (totalizando 84 dias de confinamento). Os tratamentos serão distribuídos em um delineamente inteiramente casualizado, em esquema fatorial 2x2 (duas relações volumoso:concentrado e a adição ou não de própolis vermelha no concentrado), com 10 repetições por tratamento. O volumoso utilizado será o feno de tifton e o concentrado será constituído basicamente de farelo de soja e milho. A adição de própolis seguirá a concentração estabelecido pelo ensaio I. Para estimar a produção fecal, no ensaio de digestibilidade, será utilizada a LIPE® como indicador, via sonda colocada diretamente no esôfago, a partir do 34º dia do período experimental, durante sete dias consecutivos. Para estimativa do consumo voluntário de volumoso, serão utilizados os indicadores internos FDN indigestível (FDNi) e FDAi. Para estimativa da produção de proteína microbiana serão utilizadas as bases purinas como indicador microbiano. Para estimar o nitrogênio uréico plasmático serão coletadas amostras de sangue no 21o dia de cada período experimental, utilizando tubos de ensaio a vácuo com gel separador. A determinação do balanço de compostos nitrogenados (BN) será obtido pela diferença entre o total de nitrogênio ingerido (N-total) e o total de nitrogênio excretado nas fezes (N-fezes) e na urina (N-urina). O comportamento animal será avaliado visualmente, por um observador para cada tratamento. As variáveis comportamentais estudadas serão: tempo de alimentação, tempo de ruminação, tempo de ócio. Para a avaliação de carcaça após o período de confinamento, os animais serão pesados e casualizados em uma ordem de abate e submetidos a jejum de sólidos por 14 horas. No momento do abate, os animais serão pesados novamente para obtenção do peso corporal ao abate (PCA),posteriormente será separada a meia carcaça esquerda onde serão avaliadas as características físicas e químicas. Serão considerados, para avaliação do custo de produção, a metodologia de custo operacional utilizada pelo IPEA e o critério de lucro e retorno sobre capital investido para análise econômica. A análise estatística referente ao Ensaio I será realizadas utilizando um delineamento inteiramente casualizado com arranjos distribuídos em parcela subdividida, com 2 dietas e 6 níveis de inclusão de extrato etanólico de própolis. Os dados referentes ao Ensaio II serão analisados utilizando um esquema fatorial 2x2 (correspondente a combinações de duas dietas e a adição ou não de extrato de própolis vermelha) em delineamento inteiramente casualizado com 10 repetições. Para os dois ensaios as médias serão comparadas utilizando o teste de Tukey adotando o nível de significância de 5 % de probabilidade, utilizando-se o Statistical Analysis System (SAS, 1999).
  • Universidade Federal de Alagoas - AL - Brasil
  • 01/06/2017-31/07/2022