Projetos de Pesquisa

 

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Rosana Marta Kolb

Ciências Biológicas

Botânica
  • germinação, morfoanatomia e estabelecimento de gramíneas do cerrado e sua resiliência ao fogo
  • As ervas, responsáveis pela flamabilidade do Cerrado, apresentam adaptações para sobreviver às queimas, como sementes dormentes e capacidade de rebrota. Porém, o conhecimento sobre o potencial das gramíneas de Cerrado colonizarem o ambiente pós-fogo é escasso, bem como não se sabe quanto tempo leva para que os indivíduos recém estabelecidos por sementes ganhem resiliência ao fogo (capacidade de rebrota pós queima). Além disso, pouco se sabe como a passagem do fogo influencia o desenvolvimento das plantas nos aspectos nutricionais e morfoanatômicos. Objetivamos avaliar: 1) a influência do armazenamento, da temperatura, da fumaça e de seus compostos químicos na germinação de gramíneas do Cerrado, 2) o quanto a deposição de cinzas após a queima e a presença da microbiota do solo de áreas conservadas beneficiam o estabelecimento de gramíneas por sementes, 3) o tempo necessário para que as plantas oriundas de sementes se tornem resilientes ao fogo e 4) possíveis mudanças morfoanatômicas e nutricionais foliares ao longo do tempo. Esperamos que 1) muitas gramíneas tenham sementes com baixa germinabilidade, especialmente quando frescas, e que o armazenamento, a flutuação de temperatura, a fumaça e seus compostos estimulem a germinação, 2) a emergência e o estabelecimento de plantas sejam maiores no solo de Cerrado pós passagem do fogo, pela maior disponibilidade nutricional e de compostos estimulantes da fumaça presentes nas cinzas. E também que a microbiota do solo de Cerrado aumente o estabelecimento das plantas, 3) a resiliência ao fogo aumente nas plantas em estágios mais avançados de desenvolvimento, por possuírem mais gemas e acúmulo de reservas no sistema subterrâneo, propiciando a rebrota e, finalmente, 4) que o aumento de nutrientes no solo pós queima propicie a rebrota de folhas mais ricas em nutrientes e mais mesomorfas, com tecidos menos espessos e maior área foliar específica. E que sejam alterações transientes, assim como o aumento nutricional no solo.
  • Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - SP - Brasil
  • 05/12/2023-31/12/2026
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Rosana Muñoz

Ciências Sociais Aplicadas

Arquitetura e Urbanismo
  • estudo da biodeterioração no concreto e possíveis soluções biotecnológicas para reabilitação de edificações modernas de interesse cultural
  • Edificações do século XX, que integram expressivo conjunto do patrimônio cultural brasileiro, destacam a modernidade através das estruturas em concreto aparente. Com o passar do tempo, estes bens apresentam variadas anomalias que, se não tratadas, prementemente, podem levá-los à ruína. A biodeterioração do concreto tem origem na ação de biofilmes (algas, fungos, bactérias e cianobactérias), cujas atividades metabólicas geram modificações indesejadas nos materiais com os quais interagem, e alterações cromáticas, que comprometem o valor estético, quesito importante para bens de interesse cultural. A despeito de constarem na pauta de estudos científicos, tanto a biodeterioração quanto a proposição de técnicas, ecologicamente viáveis, para seu controle, na arquitetura do país, não avançaram no mesmo ritmo dos problemas. Assim, a alternativa tem sido o uso de biocidas que, além de alto custo financeiro, possuem sérias contraindicações, devido à toxicidade, que pode colocar em risco os seres vivos, o meio ambiente e o patrimônio. Neste contexto, balizada por critérios científicos da conservação e do restauro, esta proposta almeja a construção de conhecimento científico sobre causas e formas de controle da biodeterioração do concreto aparente, que possa embasar o desenvolvimento de soluções biotecnológicas sustentáveis para o controle de biofilmes. A hipótese plausível a ser investigada é a da possibilidade de aplicação biotecnológica no controle da biodeterioração, através da ação de microrganismos, inofensivos ao substrato, para controle dos agentes biológicos causadores de danos. A metodologia, de caráter exploratório e experimental, prevê o levantamento do estado da arte sobre o tema, a execução de programa experimental e, por fim, a obtenção, discussão, análise e disponibilização de resultados que, em projetos futuros, serão subsídios para o uso da biotecnologia, alinhada aos conceitos de sustentabilidade ambiental e social, na preservação do patrimônio edificado.
  • Universidade Federal da Bahia - BA - Brasil
  • 04/12/2023-31/12/2026