Projetos de Pesquisa

 

Foto de perfil

Suyá Quintslr

Ciências Sociais Aplicadas

Planejamento Urbano e Regional
  • concessões de serviços públicos no brasil pós- 2016: continuidades e mudanças no papel do estado no processo de desestatizações
  • As concessões de serviços públicos se multiplicaram nos últimos anos no Brasil, como resultado do Programa de Parcerias de Investimentos (Lei 13.334/2016), que tem como objetivo a “ampliação e fortalecimento da interação entre o Estado e a iniciativa privada” por meio de contratos de parceria e outras medidas de desestatização. De acordo com dados do Governo Federal, 193 projetos já foram concluídos. Destes, 106 são da área de transportes, 47 de energia e 11 de saneamento. Apesar do avanço no processo de desestatização, não há consenso sobre seus reaultados. Internacionalmente, são crescentes as experiências de reestatização de serviços essenciais (McDonald, 2018) – seja por meio de aquisições de ações dos parceiros privados, como no caso da empresa de energia francesa (EDF), seja pela rescisão ou término de contratos, a exemplo do setor de saneamento. Este projeto tem como objetivo ampliar o entendimento sobre concessões de serviços públicos no Brasil, a partir de estudos de caso setoriais - energia, mobilidade e saneamento - resultantes do PPI. Busca-se, em primeiro lugar, traçar um panorama das desestatizações ocorridas desde 2016, à luz do conceito de neoliberalização e de seu entendimento como um processo geograficamente desigual e dependente de trajetória (Brenner, Peck e Theodore, 2012). Em seguida, propõe-se analisar, a partir dos estudos de caso das privatizações em curso, os resultados alcançados e/ou previstos nos setores em tela, de modo a cotejá-los com resultados já alcançados em processos de privatização anteriores a 2016. Parte-se da hipótese, apoiada pela literatura, de que concessões de infraestruturas e serviços regionais e urbanos podem gerar fragmentação social e territorial (GRAHAM, S.; MARVIN, S., 1994;2001), em virtude da ameaça à modicidade tarifária, entre outros aspectos relacionados aos aspectos que distinguem a lógica de atuação pública e a privada, fragilizando o pacto constitucional de redução das desigualdades.
  • Universidade Federal do Rio de Janeiro - RJ - Brasil
  • 05/12/2023-31/12/2026
Foto de perfil

Suzana Guimaraes Leitao

Ciências da Saúde

Farmácia
  • “plantas da biodiversidade brasileira como fonte de novos fármacos para o enfrentamento da covid-19”
  • O Brasil, por conta de sua enorme biodiversidade, tem a capacidade de se tornar uma potência mundial no setor de fitoterápicos, destacando-se de outros países, inclusive os tecnologicamente mais avançados. Por isso, do ponto de vista estratégico é essencial o investimento em projetos que visem subsidiar esse potencial pouco explorado do nosso país. Por outro lado, o Brasil reúne uma série de características que possibilitam o surgimento e a manutenção de arboviroses, e, para piorar, a pandemia da COVID-19 introduziu mais uma doença de alta relevância no contexto da saúde pública. Por ser um país com longa tradição de uso de plantas medicinais, o Brasil reúne todos os elementos que podem torná-lo uma potência no desenvolvimento de fitoterápicos com ação nas principais emergências de saúde pública. O presente projeto tem como objetivo dar continuidade à bioprospecção de candidatos a fármacos contra viroses emergentes a partir da biodiversidade brasileira, com foco em COVID-19 e aprofundar os estudos já iniciados, avançando no conhecimento sobre o potencial antiviral e anti-inflamatório de extratos da biodiversidade brasileira, frações e substâncias isoladas. Através de ferramentas modernas de triagem computacional espera-se que novos compostos sejam prospectados. Ainda, os hits potenciais serão isolados por técnicas de separação líquido-líquido escalonável, verde e sustentável e avaliados em modelos biológicos in vitro e in vivo, com objetivo de determinar parâmetros como citotoxicidade, atividade antiviral, anti-inflamatória entre outras. Para isso, serão estudadas, dentre outras, as espécies vegetais A. amazonicus e S. cristata, além de um flavonoide cuja eficácia in vitro contra a virose alvo já foi determinada (retusina). A larga experiência do grupo, reforçada pelo prévio estabelecimento das parcerias aqui propostas contribuirá para o alcance dos objetivos e metas deste projeto.
  • Universidade Federal do Rio de Janeiro - RJ - Brasil
  • 07/12/2023-31/12/2026