Projetos de Pesquisa

 

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Tadeu Pereira Alencar Arrais

Ciências Humanas

Geografia
  • socialização e individualização dos riscos na oferta de serviços públicos e privados da educação básica e da saúde no território goiano
  • O Artigo 6º da Constituição Federal (Brasil, 1988) estabelece, entre outros direitos sociais, a educação e a saúde como obrigação do Estado. Esse direito social se manifesta, no território, a partir da oferta de infraestrutura (escolas, creches, hospitais, postos de saúde etc.) e de um quadro de servidores administrativos (enfermeiras, professores, médicos, psicólogos, merendeiras etc.) capaz de garantir a oferta de serviços públicos. O Brasil, assim como o Estado de Goiás, desde a década de 1990, enfrenta os desafios da universalização da educação básica e da saúde. Esses serviços, em função das demandas acumuladas, também despertam interesse da iniciativa privada. É comum compreender a oferta dos serviços públicos e a oferta dos serviços privados a partir de uma oposição que encerra uma vulgata de que o Estado é ineficiente e o mercado eficiente. Essa aparente oposição camufla o fato de o Estado tem sido uma instituição relevante para o funcionamento do mercado, uma vez que assume e, também socializa, os riscos e as insolvências próprios do sistema capitalista. O Estado, do ponto de vista da oferta dos serviços públicos, assume os riscos econômicos e sociais próprios da tarefa de universalização. O Estado, em diferentes graus, socializa os riscos. O mercado, ao contrário do Estado, oferta os serviços a partir da demanda solvável e do pressuposto do menor risco e maior lucro. O mercado, portanto, individualiza os riscos. Demonstrar essa distintas dinâmicas, considerando as especificadas sociais, econômicas e ambientais dos territórios, é fundamental para contrapor os discursos negativos sobre o Estado.
  • Universidade Federal de Goiás - GO - Brasil
  • 05/12/2023-31/12/2026
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Tadeu Vinhas Voltolini

Ciências Agrárias

Zootecnia
  • avaliação de resíduos da dessalinização de água como ingredientes para suplementos minerais para ovinos no semiárido brasileiro
  • O aumento da oferta de água para a dessedentação humana é um grande desafio no Semiárido, sendo a dessalinização de águas subsuperficiais uma ferramenta para incrementar sua disponibilidade. Políticas públicas como o uso de dessalinizadores possibilitam a obtenção de água potável, mas geram resíduos salinos (RS) que impactam negativamente áreas agricultáveis, sendo importante a adequada destinação. Em adição, suplementos minerais contribuem para a melhoria no desempenho produtivo dos rebanhos. Mas, no Semiárido, muitas comunidades não utilizam regularmente esta prática por conta da disponibilidade e do elevado custo. Avaliações preliminares da composição mineral de alguns RS e de misturas minerais feitas a partir destes resíduos para ovinos promoveram respostas similares em ingestão de água, consumo e digestibilidade de nutrientes em relação às promovidas por misturas comerciais, indicando uso potencial e menor custo com a suplementação. Entretanto, é importante que estes estudos sejam de maior duração objetivando o rigor científico e a segurança alimentar dos animais. A ampliação da oferta de água para as pessoas e de suplementos minerais aos rebanhos, além da busca por soluções para reduzir o impacto ambiental negativo causado pelos RS motivam a realização da pesquisa. Hipotetiza-se que as misturas minerais feitas com RS substituem suplementos minerais comerciais, sem prejuízos ao desempenho produtivo e à qualidade da carcaça de ovinos. Os resíduos serão obtidos em comunidades que possuem dessalinizadores solares de baixo custo, que geram resíduos sólidos. Serão analisados quanto a composição mineral, selecionados e utilizados em misturas minerais com 20% RS com adição de outras fontes para deixar a mistura com concentrações similares a suplementos comerciais. Serão comparadas as respostas (produtivas, metabólicas, carcaça) de ovinos recebendo mix mineral com RS (pó e blocos) versus controle 1 (sal branco) e controle 2 (suplemento comercial) em confinamento).
  • Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - DF - Brasil
  • 06/12/2023-31/12/2026