Projetos de Pesquisa

 

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Rosana Salles da Costa

Ciências da Saúde

Nutrição
  • desenvolvimento e validação de escala de aferição da segurança e insegurança hídrica domiciliar no contexto da segurança e insegurança alimentar das cidades, do campo e dos diferentes biomas do brasil.
  • Países enfrentam dificuldades com a crise hídrica, no acesso à água em quantidade/qualidade. O tema integra a Agenda 2030 e tem forte relação com o combate à fome, dada associação entre a insegurança hídrica domiciliar (IHD) e a qualidade da alimentação, captada pela insegurança alimentar (IA). Estudos epidemiológicos demonstram o interesse em avaliar a IHD utilizando escalas de aferição. A escala Household Water Insecurity Experience (HWISE), elaborada nos Estados Unidos para captar a IHD em diferentes territórios, tem sido estudada para testar sua validade/confiabilidade e capacidade de relacionar com a IA domiciliar em diversos países (Canadá, Austrália, América Latina e Caribe). No Brasil, pesquisadores tentam validar versão em português da HWISE (Escala Brasileira de Insegurança Hídrica Domiciliar/EIHD), que possa ser utilizada nas diferentes regiões e biomas, como uma das formas de conter o avanço da IA. Inquérito nacional que aplicou a EIHD em 2022 verificou-se que cerca de 40% de famílias tinham algum comprometimento no acesso à água. Porém, pesquisadores observaram a necessidade de refinamento desta escala. Assim, este estudo multicêntrico é proposto para validação da EIHD no contexto da IA das cidades, do campo e dos biomas do país, em duas etapas: (1) Qualitativa com grupos focais (GFs) e (2) Quantitativa com entrevistas domiciliares; ambas realizadas nas 5 regiões brasileiras (urbano/rural). Nos GFs, a versão de 15 itens da EIHD, elaborada e traduzida para o português com base na HWISE, será testada (validade semântica dos itens, opções de respostas e pontos de corte). Na etapa quantitativa, nova versão da EIHD será testada por entrevistas (amostra de 1.200 famílias [240 entrevistas/região]); o perfil sociodemográfico, o acesso/qualidade da água e a IA também serão avaliados. Análises psicométricas serão realizadas para testar a validade interna/externa da EIHD com IA e demais dimensões (desigualdades sociais e de acesso/qualidade da água).
  • Universidade Federal do Rio de Janeiro - RJ - Brasil
  • 05/12/2023-31/12/2026
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Rosane Garcia Collevatti

Ciências Agrárias

Recursos Florestais e Engenharia Florestal
  • mudanças climáticas e a evolução da diversidade na amazônia no quaternário
  • Os Neotrópicos possuem diversos hotspots de biodiversidade, como a Amazonia e o Cerrado. Entretanto, apesar da alta diversidade, poucas espécies de plantas dominam a paisagem na Amazonia. Estas espécies hiperdominantes pertencem a poucas linhagens de Angiospermae, entre elas, Mauritia flexuosa (Arecaceae: Mauritiinae) não é somente muito abundante, mas cresce em florestas oligárquicas em uma distribuição geográfica ampla e em diferentes Ecoregiões, como a Amazonia, Lhanos e Cerrado. Neste projeto, propomos estudar a origem evolutiva e a manutencão da diversidade na Amazonia e da hiperdominância, utilizando a tribo Mauritidiinae como modelo. Iremos trabalhar em um contexto de mudanças geológicas e climáticas históricas, melhorando assim a capacidade em predizer como os organismos, habitats e os biomas nos Neotrópicos responderão à mudanças climáticas no futuro. A tribo, que foi mais rica em espécies até aproximadamente o inicio do Pleistoceno, com cerca de 12 espécies distribuídas na África, América do Sul e Ásia, possui atualmente três gêneros e oito espécies distribuídas apenas na América do Sul, particularmente no Brasil: Mauritia flexuosa, Mauritia carana, Lepidocaryum tenue, Mauritiella pumila, M. macroclada, M. disticha, M. armata e M. aculeata. Particularmente, nós iremos testar as hipóteses (1) que a distribuição geográfica de M. flexuosa’s é explicada por uma expansão mais antiga no passado devido a mdanças climáticas e geológicas na Bacia Amazônica. (2) que a espécie fóssil Mauritiidites é o ancestral de M. flexuosa. (3) que houve evolução de nichos nas espécies no processo de divergência, permitindo ocupar as diferentes distribuições geográficas atuais. Para testar as hipóteses, nós iremos revisar o registro fóssil contendo pólen de Mauritidiinae (Mauritia type) utilizando microscopia confocal e sequenciamento de pólen fóssil e associar a processos paleoclimaticos e geológicos na Bacia Amazônica utilizando modelos de evolução de nicho.
  • Universidade Federal de Goiás - GO - Brasil
  • 05/01/2024-31/07/2026