Projetos de Pesquisa

 

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William Ernest Magnusson

Ciências Biológicas

Ecologia
  • inct da biodiversidade amazônica
  • O INCT-CENBAM estuda a biodiversidade amazônica, os fatores ambientais que a afeta e o uso da biodiversidade por comunidades locais. O CENBAM é um centro temático e um programa mobilizador, que envolve uma rede de pesquisa e ensino organizada regionalmente (Amazônia), mas com fortes interações com outras redes nacionais e internacionais. Além de sustentar em volta de 30 milhões de brasileiros, a Amazônia providencia serviços ambientais essenciais para manter as regiões de maior produção agrícola no Brasil e afeta o clima mundial. Existe grande potencial da bioeconomia (p.ex. produtos naturais, ecoturismo, mercado de carbono) alavancar a economia do Brasil, mas também existem ameaças graves, como o desmatamento e poluição por mercúrio oriundo de mineração descontrolada. A Amazônia é uma região de mega diversidade de tamanho da Europa ocidental, mas pouco se sabe sobre a distribuição da maioria dos elementos da biodiversidade, em qual grau que eles estão sendo afetados pelas ameaças antrópicas e como construir cadeias de produção para aproveitá-los de maneira sustentável. A importância e as necessidades da região não estão refletidas no investimento em pesquisa, e as pessoas no interior têm pouco acesso à pesquisa e tecnologia. O INCT-CENBAM não foi financiado pelo CNPq desde 2014, mas continua atuando para aprofundar o conhecimento sobre a biodiversidade amazônica e levar os benefícios do conhecimento científico para os povos amazônicos. Este envolve um grande leque de metodologias sendo aplicadas por membros do INCT em todas as regiões amazônicas através de levantamentos e monitoramento usando o sistema RAPELD, estimativas de estoques de carbono em parcelas permanentes, avaliação de ameaças, como poluição por mercúrio, e desenvolvimento de cadeias de produção para produtos naturais, como cogumelos nativos. Os resultados já obtidos mostram que a estratégia é efetiva e produtiva.
  • Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - AM - Brasil
  • 14/12/2023-31/12/2028
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William Ernest Magnusson

Ciências Biológicas

Ecologia
  • biodiversidade e processos ecossistemicos nas florestas de areia branca: uma abordagem multitaxa em escala de paisagem
  • A Amazônia Brasileira provê uma série de serviços ecossistêmicos que beneficiam tanto as pessoas locais quanto o restante do mundo, entretanto muitas áreas da região permanecem sub-amostradas, tais como a região entre os rios Solimões e Negro. A Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Negro (RDS Rio Negro) é situada nesta região e sustenta centenas de famílias de baixa renda, entretanto a ocupação no entorno da Reserva está desorganizada, com poucas opções para o conhecimento e uso sustentável da biodiversidade. Este projeto visa aprofundar o conhecimento dentro da RDS Rio Negro para entender os processos ecológicos que sustentam o ecossistema e a biodiversidade associada, utilizando uma abordagem de multitaxa e analisando a paisagem ao redor da reserva. Pouco se sabe sobre os ecossistemas de areia branca presente na região em uma escala de paisagem e as interdependências de suas formações fitossociologicas que têm estrutura distinta. Dessa forma, há várias lacunas no conhecimento destes ecossistemas e no quanto essa diferença se deve a estrutura e do solo e qual a influência dos lençóis freáticos superficiais da região. Entender essas interações em escala local e de paisagem são importantes para prever os efeitos de mudanças climáticas e os efeitos de intervenções pontuais, como a construção de estradas clandestinas para a extração ilegal de madeira. Nosso objetivo é entender quais as contribuições da estrutura do solo, a profundidade do lençol freático e uso da terra para a manutenção da biodiversidade em ambientes de areia branca típicos da região. Usaremos o método RAPELD, um sistema de monitoramento padronizado, que conta com o envolvimento e treinamento das pessoas locais e que já foi mostrado eficaz em avaliar os efeitos do solo e da água subterrânea na vegetação da Amazônia. Já contamos com 3 módulos RAPELD na RDS Rio Negro, que providenciam a infraestrutura necessária para conduzir o projeto e levantar muitas outras hipóteses subsidiárias.
  • Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - AM - Brasil
  • 12/12/2023-31/12/2026