Projetos de Pesquisa

 

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Rodrigo Silveira Vieira

Engenharias

Engenharia Biomédica
  • hidrogel multifuncional à base de fontes renováveis contendo vesículas extracelulares para regeneração da córnea
  • Estima-se que 12,7 milhões de pessoas sofram de perda de visão da córnea mundialmente, uma problemática que causa grande impacto individual e alto custo para o Sistema Único de Saúde (SUS). O transplante de córnea é o principal tratamento para esta etiologia; entretanto, o custo elevado e a baixa disponibilidade de doadores são fatores limitantes e geram aumento da fila de espera para a cirurgia. Duas abordagens terapêuticas da Engenharia de Tecidos oferecem resolução à problemática: (1) desenvolvimento de materiais para tratar os estágios iniciais da lesão e recuperar o tecido; e (2) desenvolvimento de enxertos biomiméticos em substituição à córnea humana. O objetivo desse projeto é desenvolver um hidrogel multifuncional para uso como tratamento direto de lesões iniciais na córnea, e como biotinta para a bioimpressão de substituto córneo para aplicação e regeneração da córnea humana. A inovação da matriz é a utilização de córnea descelularizada extraída do olho de atum (DTC) como base para o hidrogel associada com vesículas extracelulares (VE), obtidas de células-tronco da polpa dentária e do periósteo, como bioativo para modulação do processo regenerativo. As VE serão caracterizadas por análise proteômica em parceria com empresa especializada. Alginato (ALG) e agarose (AGR) serão avaliados como polímeros de reforço estrutural para melhoria de propriedades reológicas e mecânicas. Serão desenvolvidas diferentes formulações do hidrogel variando as concentrações dos componentes. Os hidrogéis serão caracterizados por reologia, ensaios mecânicos, ensaios físico-químicos e ensaios pré-clínicos de biocompatibilidade in vitro e de eficácia in vivo em modelo de lesão córnea em coelhos. Esta proposta irá colaborar para o desenvolvimento de um produto mínimo viável (MVP), acessível e tecnologicamente avançado e com potencial incorporação ao SUS. Além disso, contribuirá com a formação de recursos humanos, fortalecimento dos grupos de pesquisa e publicações científicas.
  • Universidade Federal do Ceará - CE - Brasil
  • 13/12/2023-31/12/2026
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Rodrigo Sudatti Delevatti

Ciências da Saúde

Educação Física
  • treinamento físico em diferentes meios, aquático e terrestre, no controle do diabetes tipo 2: aquatic and land exercise for diabetes (aled) - um ensaio clínico randomizado
  • O diabetes tipo 2 é uma doença crônica não transmissível de alta prevalência, alto custo aos indivíduos e sistemas de saúde, associadas a diversas complicações, que limitam a qualidade de vida e aumentam a chance de morbimortalidade. Sua terapêutica compreende a prática de atividade física aeróbica e de força (treinamento combinado), capaz de reduzir os níveis glicêmicos e beneficiar diversos desfechos de saúde. Mesmo sendo uma terapêutica com alto nível de evidência, o treinamento combinado em meio terrestre se apresenta com certa dificuldade de aderência e segurança osteoarticular aos pacientes. Como alternativa, o treinamento em meio aquático vem sendo proposto em alguns estudos, que demonstram melhoras glicêmicas, hemodinâmicas, psicossociais e funcionais similares ao meio terrestre. No entanto, trata-se de poucos estudos, com períodos de intervenção não maiores que 15 semanas e geralmente investigando apenas o treinamento aeróbio em meio aquático, faltando um ensaio clínico de longo seguimento comparando programas de treinamento combinado nos diferentes meios (aquático vs terrestre) no controle do diabetes tipo 2. A partir dessa lacuna, configurou-se o seguinte problema de pesquisa: Existem diferenças entre os efeitos do treinamento combinado em meio aquático e meio terrestre sobre desfechos cardiometabólicos, funcionais e psicossociais em pacientes com diabetes tipo 2? Hipotetiza-se que o treinamento combinado em meio aquático apresentará similares resultados ao mesmo tipo de treinamento realizado em meio terrestre, inclusive podendo apresentar maiores magnitudes de melhora nos desfechos cardiometabólicos. A hipótese se sustenta pelos estudos conduzidos até o momento com exercícios em meio aquático no controle do diabetes e por uma possível associação entre os efeitos da fisiologia da imersão e do treinamento físico. Para testar a referida hipótese, será desenvolvido um ensaio clínico randomizado comparador, com dois braços em paralelo, avaliador-cegado.
  • Universidade Federal de Santa Catarina - SC - Brasil
  • 22/02/2024-28/02/2027