Projetos de Pesquisa

 

Foto de perfil

Suely Ferreira Deslandes

Ciências da Saúde

Saúde Coletiva
  • ativismos digitais no enfrentamento das violências contra mulheres e meninas
  • A web 2.0 se mostra um marco de transformação da sociabilidade contemporânea, configurando um espaço privilegiado de participação e de atuação política. No bojo das pautas consagradas de reparação social, equidade e justiça, o ciberfeminismo e os movimentos de luta antiracista destacam-se no amplo conjunto de ativismos digitais dedicados ao enfrentamento às violências em geral, e em especial às Violências Contra as Mulheres (VCM). Esse projeto pretende analisar as concepções, pautas, estratégias discursivas e de engajamento de ativismo digital dos movimentos sociais e coletivos comparando-as com as dos influenciadores digitais no enfrentamento das violências do feminicídio e sexuais que acometem mulheres. Especificamente no que se refere ao enfrentamento da VCM, o estudo busca, a partir de um olhar interseccional, o entendimento das pautas complexas de lutas que se entrecruzam e que não são de conhecimento pleno para os atores do campo da saúde. Assim, definimos como questões centrais: Como os diferentes ativismos digitais contribuem para o enfrentamento às violências contra meninas e mulheres? Quais suas principais estratégias discursivas, de engajamento e comunicacionais empregadas? Como esse conjunto de práticas pode servir de subsídios para a atuação do campo da saúde nas mídias digitais? Trazer essas vocalizações para o centro da reflexão e, com os diferentes atores produzir conhecimentos estratégicos para o campo da Saúde e do enfrentamento às violências, é o potencial epistêmico desse projeto e o torna exequível. A metodologia será composta por três movimentos sinérgicos: (i) o de mapeamento dos principais atores da proposição de políticas públicas no campo da saúde que envolvam o papel do ativismo digital e a identificação dos protagonistas da cena do ativismo de coletivos e dos ativismos de influenciadores; (ii) a de análise documental e de entrevistas; (iii) pela proposição dialógica com os sujeitos envolvidos no estudo a partir de seminário presencial.
  • Fundação Oswaldo Cruz - RJ - Brasil
  • 04/12/2023-31/12/2026
Foto de perfil

Suely Kazue Nagahashi Marie

Ciências da Saúde

Medicina
  • declínio cognitivo no diabetes mellitus tipo 2 atendido na atenção primária à saúde: associação com outras complicações e busca por biomarcadores para construção de algoritmo de predição
  • O diabetes mellitus (DM) afeta mais de 15 milhões de brasileiros e sua evolução é marcada por complicações que atingem grandes e pequenas artérias (microangiopatia) naqueles com mau controle glicêmico, que são a maioria. A microangiopatia origina: doença renal diabética (segunda causa de ingresso em programa de diálise no Brasil), retinopatia (importante causa de cegueira), neuropatia distal (causa de amputações) e neuropatia autonômica cardiovascular (que aumenta a mortalidade). O DM tipo 2 (DM2), aumenta, ainda, o risco de doença de Alzheimer e de demência vascular. Os objetivos deste projeto são: (1) determinar a prevalência das 4 complicações e do declínio cognitivo (DC) em 2.300 indivíduos com DM2 atendidos em 3 UBS (estados de São Paulo e Bahia) e (2) construir algoritmo que identifique aqueles sob risco de evoluir com DC, usando variáveis clínicas, laboratoriais, nutricionais, genéticas (variantes no gene APOE) e biomarcadores circulantes candidatos (micro-RNAs [miRs] -30b, -34b, -34c) e identificados após sequenciamento em larga escala de peptídeos e de miRs em vesículas extracelulares (VEs) de plasma. Avaliação das 4 complicações e da cognição será realizada em 0 e 2 anos. Sequenciamentos de peptídeos e de miRs de VEs de plasma coletado no tempo 0 serão comparados entre indivíduos com (n=45) e sem (n=45) DC após 2 anos de seguimento e potenciais biomarcadores serão validados em toda casuística. Sequenciamento de miRs de VEs de plasma coletado no tempo 0 será realizado em indivíduos com (n=50) e sem (n=45) DM2, para avaliar se há espelhamento entre os miRs contidos em VEs circulantes e os miRs identificados no cérebro obtido de autópsia de indivíduos com DM2. Conhecer a frequência das complicações na atenção primária permitirá otimizar a gestão pública e delinear ações para minimizar seus impactos. Identificar variáveis associadas ao DC permitirá o rastreamento de indivíduos com DM2 em risco de evolução para demência e a adoção de medidas para retardá-la.
  • Universidade de São Paulo - SP - Brasil
  • 27/12/2023-31/12/2026