Projetos de Pesquisa

 

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Alícia Duhá Lose

Lingüística, Letras e Artes

Lingüística
  • cartas de chamada: banco de dados dos escritos de imigração para o brasil entre 1986 e 1929
  • O presente projeto pretende investigar e divulgar documentos privados/pessoais e públicos/oficiais, denominados cartas de chamada, de imigrantes portugueses, espanhóis, italianos, alemães, turcos, libaneses e japoneses, redigidos entre 1896 e 1929 no Brasil. Tal documentação está no APESP, e totaliza cerca de 1600 cartas que necessitam de catalogação, inventariação, higienização, edição semidiplomática e divulgação, uma vez que se trata de correspondências manuscritas relevantes para genealogia e cidadania das diversas nacionalidades envolvidas na migração no Brasil, bem como para infinitas pesquisas das ciências humanas e da linguagem. Não obstante, há uma gama de obstáculos para acessar, identificar e utilizar esses documentos, visto que as informações disponibilizadas pelo acervo não são suficientemente claras para pesquisas, não existem inventariações completas e nem transcrições detalhadas num banco de dados efetivo e unificado que dê conta de seus aspectos arquivísticos, catalográficos, paleográficos, filológicos e linguísticos. Logo, evidencia-se a necessidade de analisar, reorganizar, descrever, transcrever e divulgar tal acervo de modo a torná-lo acessível e produtivo para futuros pesquisadores e, sobretudo, para toda comunidade brasileira e estrangeira. Para tanto, é preciso responder a questões metodológicas interdisciplinares a respeito de cada carta, como o que, quando, onde, como, quem, por que (PETRUCCI, 2003) e para quem, por meio de qual estrutura, com qual(is) língua(s), escrevendo ou delegando a escrita, etc. (LEITE, 2023), bem como utilizar processos investigativos dialógicos de caráter exploratório, documental, teórico, qualitativo e quantitativo. Desse modo, será possível ampliar de modo significativo o que se sabe sobre essas cartas, além de tornar públicos esses conhecimentos tão intrínsecos às historiografias nacional e internacional através de um amplo banco de dados amigável para buscas, com inventários, facsímiles e transcrições.
  • Universidade Federal da Bahia - BA - Brasil
  • 05/12/2023-31/12/2026
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Alícia Ferreira Gonçalves

Ciências Humanas

Antropologia
  • construindo mapas sociais: subsídios para a elaboração do plano de gestão territorial e ambiental potiguara
  • O retorno do Brasil ao cenário mundial como protagonista central na cena ambiental ocorre na 27ª Conferência da ONU (COP27). Nesta ocasião, o presidente eleito anuncia a criação do Ministério dos Povos Originários afirmando seu compromisso com a participação indígena na governança da política nacional. Trata-se em tese, de um contexto político favorável, à elaboração dos Planos de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA), principal instrumento da Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental Indígena (PNGATI). No Litoral Norte da Paraíba, diante da emergência de conflitos fundiários e socioambientais protagonizados por indígenas Potiguara e usineiros em torno do plantio da cana-de-açúcar em Terra Indígena (TI) ganharam visibilidade as questões acerca dos usos sustentável do território, e, simultaneamente, explicita-se a necessidade imediata da elaboração do PGTA Potiguara previsto em lei e demandado pelo Ministério Público Federal do Estado da Paraíba (MPFPB) mediante Termo de Ajuste de Conduta (TAC nº36/2017). Neste enquadramento jurídico problematizamos os dilemas na elaboração do PGTA na TI Potiguara. Hipótese preliminar do estudo sinaliza o PGTA como potente instrumento de luta política em defesa do território e de seus recursos ecossistêmicos. Ações extensionistas realizadas desde 2018 no âmbito do Grupo Interdisciplinar de Pesquisa em Cultura, Sociedade & Ambiente (GIPCSA/PPGA/UFPB), constatam graves ameaças na TI Potiguara, dentre elas, a cana-de-açúcar. A metodologia adota uma perspectiva interdisciplinar e etnográfica, com a realização de Oficinas de Cartografia Social (em 16 aldeias de um total de 33) focando o desenho dos mapas sociais tendo como contexto as cosmovisões indígenas. Os mapas sociais são instrumentos centrais na elaboração do PGTA, além de serem processados e trabalhados em ambiente de Sistema de Informação Geográfica participativo (SIGp) podendo ser acionados como novos campos de afirmação étnica.
  • Universidade Federal da Paraíba - PB - Brasil
  • 07/12/2023-31/12/2026
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Aline Aparecida de Souza Leão

Engenharias

Engenharia de Produção
  • estudo do processo de gerenciamento por categorias para alocação de produtos em gôndolas de supermercados
  • De maneira geral e simples, problemas de alocação de produtos em prateleiras consistem em determinar o espaço que cada produto irá ocupar nas prateleiras de modo a maximizar o lucro das lojas. Entretanto, restrições mais complexas, de modo a tornar o problema mais realista, podem ser consideradas como planejar a localização dos produtos nas prateleiras, combinar alocações verticais e horizontais, e determinar o número de frentes. Estudos mostram que as vendas são amplamente influenciadas pelo espaço destinado aos produtos, a localização dos produtos nas prateleiras, a variedade, entre outros. Problemas de alocação de produtos em prateleiras têm sido amplamente estudados na literatura, porém a maioria dos estudos levam em consideração as estratégias utilizadas em mercados europeus. As características do problema abordado podem variar de acordo com o tipo de cliente, setor, famílias de produtos e nível de detalhamento no planejamento. Vale destacar que, como observado na literatura, existem poucos estudos que levam em consideração categorias/famílias de produtos. Neste projeto, temos como objetivo estudar do ponto de vista de Pesquisa Operacional, em específico de Otimização, o Gerenciamento por Categorias que é amplamente aplicado em mercados brasileiros desde a década de 90. Deste modo, pretendemos desenvolver modelos de programação linear inteira mista, métodos heurísticos e/ou exatos para o problema de alocação de produtos em prateleiras em nível estratégico e tático. Assim, levaremos em consideração não somente o espaço destinado aos produtos e os tipos de prateleiras (nível estratégico), mas também a localização horizontal, vertical e o número de frentes destinados aos produtos (nível tático). Além disso, pretende-se realizar um estudo de caso em um supermercado localizado no interior do Estado de São Paulo, de maneira que as características consideradas no problema estejam mais próximas da realidade nacional.
  • Universidade Estadual de Londrina - PR - Brasil
  • 06/12/2023-31/12/2026