Projetos de Pesquisa

 

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Silvano Mário Attílio Raia

Ciências Biológicas

Imunologia
  • caracterização da compatibilidade imunológica entre humanos e suínos geneticamente modificados para xenotransplante, por meio de ensaio de prova cruzada e comparação dos loci hla e sla
  • O Brasil possui um extenso sistema de transplantes de órgãos sólidos. Contudo, a falta de órgãos causa as listas de espera nas quais muitos inscritos falecem antes do procedimento. O xenotransplante suíno surge como uma alternativa promissora para fornecer órgãos adicionais. Para isso, nos suínos doadores devem ser inativados três genes (TKO) responsáveis pela produção de açúcares imunogênicos. Entretanto, é imprescindível considerar também outros fatores como a participação dos antígenos leucocitários suínos (SLAs). Evidências recentes sugerem uma possível reatividade cruzada entre essas moléculas e anticorpos contra o antígeno leucocitário humano (anti-HLA), presente no soro de pacientes hipersensibilizados. Isso se dá pela sua similaridade estrutural com moléculas HLA. Dessa forma, para garantir que a morbimortalidade dos receptores de xenotransplantes suínos seja menor do que a dos pacientes em lista de espera, a prevalência de anticorpos anti-HLA deve ser detalhadamente avaliada nessa população. Para isso, serão usadas mais de mil amostras de soro de pacientes candidatos ou transplantados de rim da soroteca do laboratório de imunologia do InCor. Por outro lado, artigos recentes referem resultados animadores em humanos descerebrados submetidos a xenotransplante renal a partir de suíno nocauteado apenas para o antígeno alfa-gal. Um receptor apresentou função renal normal durante 2 meses (o descerebrado foi mantido com suporte cardiopulmonar externo). Este projeto visa estabelecer uma metodologia reprodutível de tipificação de moléculas SLA por sequenciamento de nova geração (NGS) e uma metodologia de teste de reatividade cruzada (prova cruzada ou crossmatch) entre soro humano contendo diferentes quantidades de anticorpos anti-HLA e células suínas contendo moléculas SLA. Além disso, produzir embriões suínos alfa-gal safe cujos órgãos terão seu desempenho comparado com os TKO em experiências pré-clínicas já em curso no InCor financiadas pela FAPESP.
  • Universidade de São Paulo - SP - Brasil
  • 13/12/2023-31/12/2026
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Silvia Aparecida Teixeira

Ciências da Saúde

Medicina
  • plataforma de modelos pré-clinicos de ependimomas para caracterização tumoral e identificação de futuras estratégias terapêuticas
  • Os tumores do sistema nervoso central (SNC) representam a principal causa de morte na população pediátrica. Apesar de cirurgia agressiva, quimioterapia (quando possível) e radioterapia, a maioria dos tratamentos falha, as recidivas são precoces e o paciente poderá apresentar debilitantes efeitos tardios com comprometimento cognitivo, neurológico, social e emocional. Entre os tumores do SNC, os ependimomas, caracterizados por comportamento infiltrativo e difuso, representam, clinicamente, um grupo heterogêneo de tumores, sendo os de fossa posterior altamente agressivos, freqüentemente fatais, devido a ausência de medicamento para o tratamento dos pacientes. As tentativas de desenvolver terapias específicas para os ependimomas têm sido dificultada pela heterogeneidade inter- e intra-tumoral e pela escassez de modelos pré-clinicos que possibilitem o estudo da doença. Neste sentido, um modelo que visa representar as características dos tumores dos pacientes, é o de xenoenxerto derivado de pacientes (PDX/avatares). Estes modelos possibilitam uma caracterização dos tumores no nível histológico, genético, epigenético e molecular, favorecem o acompanhamento da progressão da doença e da recaída tumoral, contribuem para um melhor conhecimento da biologia tumoral e para a identificação de biomarcadores. Assim, o objetivo presente proposta é estabelecer modelos PDX, e de culturas primárias, em uma plataforma translacional que possibilite a identificação de novos biomarcadores, e alvos terapêuticos para futuro tratamento do paciente de forma personalizada.  Os PDX serão gerados a partir da implante de células/tecido tumorais, dos pacientes, em camundongos imunodeficientes, e visam representar ferramenta poderosa para a caracterização dos ependimomas no contexto histológico (imunohistoquimica) e molecular (seqüenciamento de nova geração), para identificar alvos terapêuticos e, posteriormente, avaliar a eficiência de novos compostos/drogas no tratamento dos ependimomas.
  • Fundação Pio XII - SP - Brasil
  • 04/12/2023-31/12/2026