Projetos de Pesquisa

 

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Wendell Arthur Lopes

Ciências da Saúde

Educação Física
  • efeito do treinamento intervalado de alta intensidade (hiit) sobre a pressão arterial ambulatorial central e periférica de 24 horas de adultos com hipertensão arterial: um ensaio clínico aleatório
  • No Brasil, cerca de 400 mil pessoas morrem por ano em decorrência de doenças cardiovasculares (DCV), o que corresponde a 30% de todas as mortes no país. A pressão arterial (PA) sistólica elevada é o principal fator de risco modificável para DCV (1). Estudos clínicos têm indicado que variáveis de hemodinâmica central são preditores significantes de eventos cardiovasculares e mortalidade por todas as causas. Além disso, estudos clínicos também têm demonstrado que determinados medicamentos anti-hipertensivos podem exercer efeitos distintos sobre a PA central e periférica (2). O treinamento aeróbio (TA) tem sido enfatizado como tratamento não medicamentoso na hipertensão arterial (HA), devido aos seus efeitos positivos sobre a PA de consultório e ambulatorial. Embora outra modalidade de TA, como o treinamento intervalado de alta intensidade (HIIT), também exerça efeito positivo sobre a PA de consultório, não há evidência consistente sobre o seu efeito na PA ambulatorial (1). Além disso, pouco se sabe acerca do efeito de diferentes modalidades de TA sobre a hemodinâmica central em indivíduos com HA (3). Nossa hipótese é de que o HIIT será superior ao treinamento contínuo de intensidade moderada (MICT) na redução da PA ambulatorial central e periférica em indivíduos com HA. As evidências do potencial efeito do HIIT sobre a PA central são baseadas em recente meta-análise (4) e estudos clínicos realizados previamente pelo nosso grupo de pesquisa (5-6) e na PA ambulatorial periférica por outros grupos (7-8), realizados com amostras de indivíduos aparentemente saudáveis ou com a presença de outras condições especiais de saúde. Para tanto, serão conduzidos dois ensaios clínicos aleatórios, sendo um design crossover e o outro paralelo, com homens adultos de meia idade com HA tratados, para avaliar os efeitos agudos e crônicos (após doze semanas) de HIIT, MICT ou condição controle sobre a PA ambulatorial central e periférica obtidas por meio do aparelho Dyna-Mapa AOP.
  • Universidade Estadual de Maringá - PR - Brasil
  • 04/12/2023-31/12/2026
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Wesley Cardoso Generoso

Ciências Biológicas

Biotecnologia
  • desenvolvimento de uma rota metabólica alternativa para produção de olefinas a partir de glicerol em levedura
  • As tecnologias atuais para produzir hidrocarbonetos renováveis baseiam-se em sua maioria em processos químicos que dependem de alta temperatura e pressão e alta demanda de hidrogênio e metais pesados, que os tornam industrial e ambientalmente desfavoráveis. As olefinas (alcenos) são hidrocarboneto passíveis de serem produzidas por rotas biotecnológicas e são moléculas chave para a produção de derivados químicos, devido às duplas ligações carbono-carbono. Além disso, com pouca hidrogenação, esses alcenos podem ser incorporados diretamente na produção tradicional de combustíveis como parafinas, o que pode representar uma redução significativa no uso de recursos fósseis. A recente descoberta de descarboxilases de ácidos graxos, as quais geram olefinas como produto, é uma alternativa promissora para a produção sustentável destes compostos. Além disso, o emprego de vias biossintéticas em microrganismos permite a produção de hidrocarbonetos a partir de fontes de carbono baratas, além da base de óleo vegetal. Assim, o objetivo principal deste projeto é desenvolver uma rota sintética em levedura Saccharomyces cerevisiae para produção de olefinas a partir de glicerol. Glicerol é um resíduo gerado em abundância na produção do biodiesel a partir de óleo vegetal e, em um conceito de biorrefinaria, faz-se imprescindível sua valorização, embora não seja efetivamente metabolizado pela levedura. Metodologicamente, será utilizado um desvio da rota de assimilação de glicerol, pela utilização de uma alditol oxidase, que gera glicerato e peróxido de hidrogênio nesta conversão. O glicerato pode ser fosforilado e retomar na glicólise sem geração de NADH, e o peróxido ser utilizado como co-substrato pela descarboxilase, gerando olefina. In vitro, esta reação acoplada já foi confirmada e faz parte da uma patente (anexa). Assim, neste projeto visa incorporar estas reações in vivo e estimular a produção de ácidos graxos para a produção de hidrocarbonetos, conforme a figura 1 (anexo).
  • Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais - SP - Brasil
  • 11/01/2024-31/01/2027