Projetos de Pesquisa

 

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Silvio Sanches Veiga

Ciências Biológicas

Morfologia
  • fosfolipase d dos venenos da aranha marrom: ferramentas úteis na compreensão da biologia celular, produção de vacina anti-loxoscélica, soroterapia de nova geração e diagnóstico de predisposição ao loxoscelismo sistêmico
  • As fosfolipases D (PLDs) dos venenos de aranhas Loxosceles são toxinas potentes com atividade inflamatória e necrosante. Degradam fosfolipídios das membranas celulares, gerando moléculas bioativas, responsáveis por ativar as células da pele, que por sua vez ativam os leucócitos envolvidos na dermonecrose (sinal chave dos acidentes), caracterizada como necrose coagulativa asséptica. Estão também envolvidas com complicações sistêmicas, como hemólise intravascular, anemia hemolítica e insuficiência renal aguda. Estas aranhas são problemas de saúde pública em Países do Sul Global como Brasil, Argentina, Chile e Peru. No Brasil foram descritos aproximadamente 80 mil acidentes entre os anos de 2010 a 2019 (SINAN-Ministério da Saúde). Os aspectos da biologia celular resultante das interações destas moléculas com células são poucos conhecidos. Por meio das utilizações de PLDs recombinantes selvagens e com mutações sítio-dirigidas em resíduos de aminoácidos chaves, obtidas de glândulas produtoras de venenos das principais espécies de aranhas Loxosceles envolvidas com acidentes na América do Sul e Brasil (L. intermedia, L. laeta e L. gaucho), vamos estudar detalhes das interações destas toxinas com membranas celulares. O comportamento das membranas celulares, citotoxidade gerada, sinalizações intracelulares pós-ativação de sinalizadores pró-inflamatórios, além da ativação de resposta inflamatória. Também serão avaliadas aplicações biotecnológicas com ênfase na geração de vacina protetora do loxosceslimo sistêmico e soroterapia anti-loxoscélica de segunda geração, baseadas nas utilizações de PLDs recombinantes mutadas como antígenos. De maneira pioneira em nível mundial, estudaremos a proposição de diagnóstico laboratorial para detecção de pacientes predispostos ao loxoscelismo sistêmico (que abrange cerca de 15 a 20% dos acidentados), com complicação pós-acidentes com morbidades sérias, e até mortalidade dos pacientes.
  • Universidade Federal do Paraná - PR - Brasil
  • 05/12/2023-31/12/2026
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Silvya Stuchi Maria-Engler

Ciências da Saúde

Farmácia
  • sin3b como gene emergente no melanoma: avaliação transcricional e triagem crispr/cas9
  • O melanoma, um tipo de câncer de pele altamente mortal, é responsável pela maior taxa de mortalidade relacionada a doenças de pele em todo o mundo.A pesquisa dos genes envolvidos no desenvolvimento do melanoma é de extrema importância para a proposição de estratégias terapêuticas mais eficazes. Um gene emergente identificado por nosso grupo (Oliveira et al, 2017) denominado SIN3B, codifica uma proteína de suporte que faz parte do complexo de repressão transcricional SIN3B histona desacetilises 1 e 2 (SIN3B-HDAC1/2), que tem sido mostrado como um modulador da progressão do câncer. No entanto, o papel de SIN3B no melanoma e sua contribuição para o fenótipo da doença ainda são desconhecidos. Em um estudo realizado por Matsuyama, Tese de doutorado, 2021, nosso grupo realizou um estudo utilizando a metodologia CRISPR-Cas9 para deletar o gene SIN3B, a fim de investigar seu papel na biologia do melanoma humano. A pesquisa incluiu experimentos in vitro de biologia celular, análise transcricional e triagem CRISPR. Foram criadas sequências de RNA guia entre os éxons 2 e 3 do gene SIN3B humano, resultando em três clones knockout e três clones controle em linhagens de melanoma (SKMEL28, A2058, A375). Essas células foram analisadas através de duas estratégias de caracterização funcional: sequenciamento de RNA total para análise do transcriptoma e rastreamento de genes sinteticamente letais com SIN3B, usando uma biblioteca de CRISPR que silencia todo o genoma. Portanto, o presente projeto objetiva: 1. ampliar os estudos transcricionais desenvolvendo uma avaliação abrangente da expressão do SIN3B, incluindo suas variantes de splicing codificadoras de proteínas, utilizando dados de transcriptoma de amostras de pacientes com melanoma do Atlas Genômico do Câncer (TCGA) e, 2. Analisar, por sequenciamento de transcriptoma, os possíveis alvos do SIN3B e as vias biológicas envolvidas pela perda do SIN3B.
  • Universidade de São Paulo - SP - Brasil
  • 05/12/2023-31/12/2026