Projetos de Pesquisa

 

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Roberto Giugliani

Ciências Biológicas

Genética
  • emprego de mrna em processos de edição genômica e terapia para mucopolissacaridose
  • A Mucopolissacaridose tipo I (MPS I) é uma doença causada por mutações no gene IDUA. A reposição enzimática disponível no SUS é cara e não atinge o cérebro. Portanto, nosso grupo desenvolveu um vetor não viral (lipossomo) contendo, na sua estrutura, plasmídeos com as sequências de DNA necessárias para a edição de genes (EG) pelo sistema CRISPR-Cas9, inserindo o gene IDUA num ponto seguro do genoma por via nasal. Este produto tem propriedades mucoadesivas, e foi capaz de expressar IDUA no cérebro e outros órgãos. No entanto, a eficiência do sistema é limitada, e estudos recentes têm mostrado que a EG com o sistema CRISPR-Cas9 na forma de mRNA é mais eficiente. Além disso, o uso de mRNA para expressão gênica foi recentemente empregada na produção de vacinas para COVID19, sendo aplicada com sucesso em milhões de pessoas. Assim, é uma tecnologia que o país precisa dominar. Portanto, a presente proposta busca verificar a eficiência do sistema de EG administrado na forma de mRNA, protegido pelo mesmo vetor lipossomal. Também pretendemos testar a expressão do mRNA de IDUA transfectado diretamente para alcançar o cérebro. Será desenhado um mRNA que codifica a proteína Cas9 e um gRNA, além do cDNA com o gene IDUA e sequencias homólogas para inserção. Estes serão colocados em um lipossomo, que será caracterizado. Também irá ser testada a transfecção direta do mRNA de IDUA, para expressão da proteína. A eficiência do vetor será testada in vitro em distintos tipos celulares, e será medida a atividade da IDUA, nível de mucopolissacarídeos, e taxa de inserção no genoma. Por fim, a edição do sistema será testada in vivo, pela administração por via endovenosa ou via nasal no modelo murino de MPS I. No animal, além das avaliações já mencionadas in vitro, será avaliada a biodistribuição do vetor, toxicidade, e melhorias funcionais no modelo animal. Espera-se, ao final, gerar um produto de terapia avançada baseado em mRNA, que possa ser utilizado para esta e outras doenças similares.
  • Universidade Federal do Rio Grande do Sul - RS - Brasil
  • 13/12/2023-31/12/2026
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Roberto Guedes Ferreira

Ciências Humanas

História
  • as mil e uma desigualdades da escravidão (estado do brasil, 1700-1850)
  • Focado no Estado do Brasil, principalmente a partir do Rio de Janeiro, o maior porto escravista a partir dos anos 1740, o projeto analisa as várias formas de desigualdade social, jurídica, econômica, política e de status instauradas pelo boom do trato atlântico de cativos nos setecentos. Salienta que o tráfico de cativos e a crescente escravidão africana reinauguraram formas de exercício de poder, de concentração de riqueza e de alocação de grupos sociais. No entanto, ao mesmo tempo em que os dois fatores orientaram a estruturação desigual da sociedade também viabilizaram a incorporação de segmentos oriundos da escravidão à ordem social. Nomeadamente, escravos que compraram suas alforrias que não raro se tornaram senhores de cativos passaram a reproduzir a desigualdade também com base na escravidão. Deste cenário, um novo grupo senhorial aflorou nos setecentos, especialmente as mulheres forras e outros egressos do cativeiro. Igualmente, tudo indica que os homens de negócio que emergiram nos setecentos suplantaram famílias da antiga nobreza da terra que alçavam o topo da hierarquia social, não tanto pela escravidão africana, mas pelo sistema de mercês e pelo monopólio de instituições que controlavam a circulação da riqueza social, como a alfândega e o cofre de órfãos. A alta governação portuguesa no conselho ultramarino e os governadores da capitania fluminense teceram juízos variados sobre estas transformações. Resta saber em que medida as transformações no cenário setecentista fluminense são comparáveis a outras áreas, como a Bahia, Campos dos Goitacazes, Minas Gerais, Goiás e São Paulo, e em que medida as desigualdades criadas pela escravidão e pelo tráfico permaneceram, ou não, nos oitocentos. São estas as questões centrais do projeto calcado em diferentes corpora documentais (paroquiais, notas cartoriais, testamentos, etc.) analisados, metodologicamente, à luz de suas especificidades, mas com vistas a moldar uma visão holística sobre desigualdade escravista.
  • Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro - RJ - Brasil
  • 10/12/2023-31/12/2026
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Roberto Kalbusch Saito

Ciências Exatas e da Terra

Astronomia
  • variabilidade estelar na via láctea e nuvens de magalhães
  • Modernos levantamentos fotométricos com cobertura temporal têm produzido um tsunami de dados, levando a uma verdadeira revolução no estudo da variabilidade estelar, incluindo a descoberta de novas classes de objetos variáveis, e com implicações em estudos de populações estelares, formação e evolução estelar, e estrutura Galáctica. Nosso projeto tem como objetivo a descoberta, estudo e caracterização da variabilidade estelar na Via Láctea e galáxias satélites, em especial nas Nuvens de Magalhães. Vamos utilizar dados de grandes levantamentos públicos nos comprimentos de onda do óptico e infravermelho, além de observações próprias e de seguimento utilizando a infraestrutura disponibilizada para a comunidade brasileira, somado às colaborações já estabelecidas com times científicos estrangeiros. Em especial, utilizaremos dados dos projetos VISTA Variables in the Vía Láctea (VVV) e VVV eXtended (VVVX), que têm a capacidade única de combinar observações profundas no infravermelho com uma grande base temporal, cobrindo uma grande área projetada na direção do centro Galáctico. A combinação de dados do VVV/VVVX com observações de levantamentos em outros comprimentos de onda cria uma base de dados sem precedentes que permitirá um melhor entendimento da variabilidade estelar na Via Láctea e galáxias satélites.
  • Universidade Federal de Santa Catarina - SC - Brasil
  • 05/12/2023-31/12/2026