Projetos de Pesquisa

 

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Simone Monteiro e Silva

Engenharias

Engenharia Química
  • utilização de óleos vegetais para armazenamento de energia térmica: uma abordagem molecular
  • Materiais de mudança de fase (PCMs) têm ganhado atenção na gestão térmica, especialmente na construção civil, setor responsável por grande parte do consumo energético global. De acordo com a Agência Internacional de Energia, o setor predial é responsável por 30% do consumo total de energia final global e 27% das emissões totais do setor energético. Os óleos vegetais são candidatos promissores a compor PCM biobaseados (bioPCMs) por sua elevada capacidade de armazenamento energético, serem renováveis, facilmente disponíveis no mercado e de baixo custo. No entanto, uma das principais barreiras à sua utilização é o polimorfismo, i.e. a capacidade de apresentar diferentes configurações cristalinas durante o processo de solidificação. Como cada conformação cristalina apresenta sua própria região de transição característica e entalpia, é necessário controlar o processo de solidificação para ajustar as propriedades termofísicas à aplicação desejada. O problema a ser abordado é a determinação do equilíbrio de fases de sistemas lipídicos, especialmente o equilíbrio sólido-líquido de óleos vegetais. A hipótese é que o entendimento pormenorizado das conformações cristalinas e sua relação com taxas de resfriamento e aquecimento pode melhorar significativamente a implantação desses materiais como bioPCMs. A plausibilidade dessa questão é apoiada por estudos que indicam a potencial economia de energia pelo uso desses materiais e a necessidade de uma abordagem mais minuciosa de suas propriedades físicas. A estratégia metodológica envolverá o uso da dinâmica molecular para investigar o equilíbrio de fases dos óleos vegetais e a realização de experimentos em calorimetria exploratória diferencial, permitindo avanços significativos na aplicação desses materiais de mudança de fase em consonância com os objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e fortalecendo a cadeia de oleaginosas no Brasil.
  • Universidade de Brasília - DF - Brasil
  • 04/12/2023-31/12/2026
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Simone Patrícia Aranha da Paz

Engenharias

Engenharia de Minas
  • tratamento químico de variedades hematíticas de ocorrência brasileira para obtenção de hemateno usando agente esfoliante inorgânico
  • O Brasil é o segundo maior produtor de minério de ferro do mundo, sendo a região de Carajás, estado do Pará, a maior produtora nacional, com o tipo de mineral-minério hematita maciça. Segundo o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), a produção de minério de ferro da região de Caetité, no estado da Bahia (tipo de mineral-minério hematita especularita), que é relativamente recente, deve ser o terceiro maior polo produtor de minério de ferro do país, atrás da líder, Província de Carajás – PA e do Quadrilátero Ferrífero em Minas Gerais. Com tamanha disponibilidade de minério de ferro altamente concentrado em hematita, seja maciça ou especularítica, vislumbra-se com a presente proposta de pesquisa obter hemateno a partir dessas variedades brasileiras. O hemateno se configura como um dos mais novos nanomateriais promissores tecnológicos, ao mesmo tempo que traz muitos desafios em sua obtenção, haja vista que sólidos bidimensionais (como o grafeno), na maioria dos casos, derivam da esfoliação de cristais em que planos estruturantes são ligados a terceira dimensão por forças de Van der Waals. No caso do hemateno, a matéria-prima que lhe dá origem, hematita, é um material não Van der Waals. Por isso - ao contrário da rota de obtenção de grafeno (esfoliação física) – a rota a ser estudada aqui será do tipo esfoliação química, em que será testado agentes esfoliantes inorgânicos (ditionito bicarbonato de sódio e citrato de sódio).
  • Universidade Federal do Pará - PA - Brasil
  • 09/12/2023-31/12/2026