Projetos de Pesquisa

 

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Walter Jose Botta Filho

Engenharias

Engenharia de Materiais e Metalúrgica
  • armazenagem e transporte de hidrogênio em hidretos metálicos: da concepção à aplicação.
  • O hidrogênio tem um papel central na transição energética para uma matriz baseada em fontes renováveis e de baixa emissão de carbono. O hidrogênio pode ser empregado como um vetor energético ideal. O excedente de energia produzida por fontes renováveis pode ser utilizado para produzir H2, o qual pode ser armazenado, distribuído e convertido novamente em energia útil. Um dos grandes desafios para a larga utilização de hidrogênio como um vetor energético eficiente encontra-se em sua armazenagem e transporte, que é principalmente limitada pela baixa densidade do gás H2. A armazenagem de hidrogênio em hidretos metálicos é uma forma eficiente de armazenar e transportar hidrogênio com elevada densidade volumétrica e em condições brandas de temperatura e pressão, portanto, de maneira segura. O grupo de pesquisa do Laboratório de Hidrogênio em Metais (LH2M) do Departamento de Engenharia de Materiais (DEMa) da UFSCar atua na investigação de hidretos metálicos para armazenagem de hidrogênio há mais de 20 anos. Nos últimos anos, o Grupo de Pesquisa do LH2M tem se dedicado ao design de novas ligas e hidretos metálicos, focando principalmente na relação composição-estrutura-propriedades, visando o controle das propriedades de armazenagem de hidrogênio para atender diferentes demandas de aplicação. Este projeto propõe três frentes de trabalho: i) Design de novas ligas metálicas com propriedades de armazenagem de hidrogênio ajustáveis através de uma abordagem de propriedades sob demanda; ii) Caracterização estrutural avançada para avaliação de fenômenos relativos as transformações físico-químicos durante hidrogenação; iii) Prototipagem de tanques de armazenamento para aplicações sob demanda. Este projeto pretende expandir a fronteira do conhecimento na área de hidretos metálicos para armazenagem de hidrogênio e possibilitar a transferência de tecnologia para o mercado, consolidando a tecnologia que vem sendo desenvolvida nos últimos anos pelo grupo de pesquisa do LH2M/DEMa/UFSCar.
  • Universidade Federal de São Carlos - SP - Brasil
  • 14/12/2022-30/06/2027
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Walter Lilenbaum

Ciências Agrárias

Medicina Veterinária
  • obtenção e análise de virulência de estirpes locais de leptospira sp. a campo visando seu uso na formulação de vacinas para o controle da leptospirose genital bovina
  • Leptospirose é uma zoonose bacteriana de ocorrência mundial, caracterizando-se como uma clássica enfermidade que requer uma abordagem do tipo Saúde Única, ou One Health. Em bovinos, é caracterizada como uma enfermidade da esfera reprodutiva. Em sua forma genital, por nosso grupo denominada Bovine Genital Leptospirosis (BGL), a infecção é crônica e silenciosa, caracterizada por eventuais abortamentos, mas principalmente, morte embrionária e fetal levando à repetição de cio e subfertilidade crônica de parcela significativa do rebanho acometido, gerando grande prejuízo econômico. Apesar de sua importancia, as vacinas comercialmente disponíveis são limitadas, produzidas a partir de estirpes de outros países, sendo nenhuma delas de origem genital. Assim, sua contribuição para o controle da BGL é incerta. Neste contexto, este estudo em cascata tem por principal objetivo obter uma coleção de estirpes locais de origem genital de vacas (estimadas cerca de 20 estirpes, obtidas de cerca de 200 vacas) e, a partir destas realizar estudos avançados de caracterização e tipificação com métodos sorológicos e moleculares, além de estudos epidemiológicos avançados. Adicionalmente, os candidatos mais promissores serão estudados quanto ao seu potencial de virulência e antigênico in vitro, in silico e, aqueles com melhores resultados, também in vivo em hamsters. A partir das estirpes que se mostrarem virulentas e antigênicas in vivo, serão produzidas bacterinas e será verificado seu potencial de imunogenicidade em hamsters e posteriormente em bovinos, focando particularmente na colonização genital. Desta forma, pretendemos alcançar um número estratégico de estirpes candidatas para a formulação de vacinas baseadas em estirpes locais de origem genital, objetivando a prevenção da BGL e, consequentemente, a redução dos problemas reprodutivos e prejuízos econômicos por ela determinados em escala nacional e mundial.
  • Universidade Federal Fluminense - RJ - Brasil
  • 04/12/2023-31/12/2026