Projetos de Pesquisa

 

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Paulo Michel Pinheiro Ferreira

Ciências Biológicas

Farmacologia
  • investigação do papel de receptores do tipo tirosina quinase na quimiorresistência de cânceres de ovário e na dor oncológica abdominal para rastreamento precoce de tumores
  • O câncer de ovário se tornou a segunda malignidade mais comum em mulheres e o tipo ginecológico mais fatal. Suas taxas de mortalidade constantes nos últimos 40-50 anos e sobrevida < 30% em 5 anos após diagnóstico ocorrem, em parte, porque os mecanismos relacionados a tais resistências ainda são poucos compreendidos e a descoberta é tardia. Assim, é imperativo que modelos in vitro e in vivo representem com precisão os diferentes aspectos histológicos e subtipos moleculares dos tumores para testar tratamentos mais seletivos, como os anticorpos conjugados a fármacos (Antibody-Drug Conjugates, ADCs). Esse estudo investigará o papel de receptores HER (Human Epidermal Receptors 1, 2, 3 e/ou 4) na resistência associada à quimioterapia alvo usando análises de expressão de HER em linhagens tumorais (silenciadas ou não para HER via lentivírus) e cânceres de ovário de pacientes e a ação de ADCs em ensaios de proliferação e imunocitoquímica de fluorescência. Estudos in vivo avaliarão a capacidade anticâncer de ADCs em camundongos CB17 SCID xenotransplantados com células tumorais humanas de ovário, dor abdominal causada por tumores HER+, expressão de Ki-67 e toxicidade [hematologia, citocinas, CA125, CK-MB, creatinina, AST, ALT, histopatologia]. Tais modelos experimentais servirão para indicar qual HER pode ser usado como biomarcador de resistência para rastreamento da agressividade/recidiva tumorais e da dor precoce associada a cânceres ovarianos na busca de melhores alvos de terapias individualizadas anti-HER. Assim, pretende-se i) realizar pesquisa biomédica com viés translacional (Portarias Nº 5.109/2021 e Nº 5.735/2022 – MCTI), ii) formar recursos humanos, iii) realizar intercâmbio científico e intelectual interinstitucionais e iv) publicar artigos científicos. Porém, o maior destaque advém da possibilidade da escolha de biofármacos alvo direcionados que possam aumentar a sobrevida livre da doença com melhoria na qualidade de vida de pacientes.
  • Universidade Federal do Piauí - PI - Brasil
  • 04/12/2023-31/12/2026
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Paulo Michel Roehe

Ciências Agrárias

Medicina Veterinária
  • vigilância de doenças potencialmente emergentes, zoonoses e do impacto antropogênico na ecologia antártica através do monitoramento de vírus e genes de resistência bacteriana em animais e no ambiente antártico
  • O ambiente antártico é um ecossistema com características únicas, em que tenta-se limitar o impacto antropogênico ao máximo. As mudanças climáticas podem causar alterações significativas nesse ambiente, que vão desde o derretimento do gelo à mudança de comportamento das espécies de aves e mamíferos marinhos na busca de alimento. A emergência de vírus, especialmente aqueles com potencial zoonótico, é uma ocorrência cada vez mais frequente e representa um desafio tanto na previsão quanto na contenção dessas infecções, devido à sua origem estar geralmente ligada a reservatórios em animais selvagens. As mudanças climáticas e a perda e degradação de habitats estão intimamente ligadas ao aumento desses episódios, pois alteram o comportamento da vida selvagem e expõe a população humana a novos vírus. Outra marca da atividade antropogênica no ambiente é a disseminação de genes de resistência na microbiota ambiental e animal, devido ao uso indiscriminado de antibióticos e tratamento inapropriado de efluentes. Dessa forma, uma maneira de avaliar o impacto antropogênico na Antártica e potenciais viroses emergentes é, respectivamente, através da identificação de genes de resistência e vírus circulantes em aves e mamíferos marinhos antárticos, em especial aqueles com comportamento migratório, em testemunhos de gelo antártico e nos efluentes da Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF). Através do sequenciamento de nova geração de viromas e bactérias com perfil de multirresistência a antibióticos de última geração em populações animais na Antártica e na costa do Rio Grande do Sul é possível identificar, monitorar a evolução e a disseminação desses micro-organismos. Além disso, a vigilância molecular (por qPCR) de vírus com conhecido potencial zoonótico ou epidêmico, como o Influenza A ou SARS-CoV-2, pode ajudar a montar uma resposta precoce ao combate desses patógenos.
  • Universidade Federal do Rio Grande do Sul - RS - Brasil
  • 08/12/2023-31/12/2027