Projetos de Pesquisa

 

Foto de perfil

Vlamir José Rocha

Ciências Biológicas

Zoologia
  • novo método de manejo reprodutivo, sanitário e de monitoramento para capivaras (hydrochoerus hydrochaeris) de áreas endêmicas para febre maculosa brasileira
  • Capivaras (Hydrochoerus hydrochaeris), é uma espécie comum em paisagens antrópicas.Em muitas situações causam conflitos com humanos, tais como: acidentes de trânsito, danos agrícolas e risco de transmissão de doenças zoonóticas, com destaque para a Febre Maculosa Brasileira, enfermidade com alta taxa de letalidade causada pela bactéria Rickettsia rickettsii, a qual é transmitida pelo carrapato Amblyomma sculptum, um ectoparasita de difícil controle em animais de vida livre. Por atuarem como amplificadoras desta bactéria, capivaras são alvos de ações de manejo populacional, que envolvem desde translocações, manejo reprodutivo cirúrgico em adultos e até mesmo eutanásia em alguns casos, sendo todas ações de custo elevado. Uma nova técnica de manejo reprodutivo foi desenvolvida com o uso de uma vacina imunocontraceptiva com resultados promissores na redução populacional destes roedores, porém, por se tratar de material importado, os custos são elevados e o processo de importação burocrático. Desta forma, propomos testar uma vacina imunocontraceptiva nacional de baixo custo e que já vem sendo utilizada nos animais domésticos com sucesso, mas nunca testada em animais silvestres. Além disto, desenvolvemos um protótipo de um equipamento de pulverização automático que precisa ser melhorado para aplicar carrapaticidas nas capivaras sendo acionado por sensor de presença instalado em trilhas usada por estes animais. Desta forma um controle populacional de capivaras e de carrapatos, podem ajudar a eliminar/diminuir a circulação da R. rickettsii, diminuindo a probabilidade de pessoas se contaminarem. A metodologia consistirá em capturar capivaras em uma armadilha (brete), fazer a contenção física e vacinar, marcar com microchips e soltá-las no mesmo local. Paralelamente será testado carrapaticidas diferentes no protótipo. Posteriormente os animais serão monitorados com uso de drones, uma novidade metodológica, e por observação direta para verificar a eficácia dos experimentos.
  • Universidade Federal de São Carlos - SP - Brasil
  • 06/02/2024-28/02/2027
Foto de perfil

Volnei Tita

Engenharias

Engenharia Aeroespacial
  • influência de defeitos de fabricação de laminados compósitos com rigidez variável: análise de falhas em estruturas aeronáuticas avançadas
  • Técnicas avançadas de fabricação levaram à possibilidade de direcionar fibras de carbono ou vidro espacialmente, ou seja, variar o eixo de orientação das mesmas numa dada lâmina, que formará um laminado com rigidez variável. Isto aumenta a liberdade de projeto, gerando mais opções para desenvolver estruturas aeronáuticas avançadas. Com base em algoritmos de otimização e nos limites impostos pelo processo a ser utilizado, tem-se a possibilidade de desenvolver estruturas com rigidez variável. No entanto, um grande desafio é fabricá-las com o mínimo de defeitos possível. Pois, além de apresentarem defeitos encontrados em processos convencionais, verifica-se ainda bolsões de resina e sobreposições de reforços. Esses defeitos constituem regiões de nucleação de danos, tornando muito mais complexa a previsão de falha de estruturas aeronáuticas fabricadas, por exemplo, via “Automated Fiber Placement – AFP”. Uma das alternativas é incrementar ao máximo a qualidade dos processos, porém, os custos são altíssimos, sendo que haverá sempre a probabilidade de se ter defeitos. A grande questão é: Como viabilizar o emprego de laminados com rigidez variável em estruturas aeronáuticas? Ou seja, como fabricar tais estruturas a um custo aceitável, e ao mesmo tempo garantir a segurança de voo, atendendo os requisitos de certificação? Sabe-se que as falhas podem ocorrer dentro das lâminas, bem como entre lâminas (delaminação), sendo que a previsão das mesmas é ainda mais desafiadora para laminados com rigidez variável. Pois, os algoritmos de otimização buscam a melhor deposição da fibra para que se tenha o desempenho desejado, porém gera uma distribuição muito heterogênea do polímero, criando regiões candidatas a nucleação e propagação de micro-trincas, que evoluem para a escala meso (lâmina) e macro (laminado). Assim, o desenvolvimento de modelos multi-escala, validados experimentalmente, é fundamental para se realizar a previsão de falha de uma estrutura fabricada, por ex., via AFP.
  • Universidade de São Paulo - SP - Brasil
  • 05/12/2022-31/12/2026