Projetos de Pesquisa

 

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Paulo Michel Roehe

Ciências Agrárias

Medicina Veterinária
  • vigilância de doenças potencialmente emergentes, zoonoses e do impacto antropogênico na ecologia antártica através do monitoramento de vírus e genes de resistência bacteriana em animais e no ambiente antártico
  • O ambiente antártico é um ecossistema com características únicas, em que tenta-se limitar o impacto antropogênico ao máximo. As mudanças climáticas podem causar alterações significativas nesse ambiente, que vão desde o derretimento do gelo à mudança de comportamento das espécies de aves e mamíferos marinhos na busca de alimento. A emergência de vírus, especialmente aqueles com potencial zoonótico, é uma ocorrência cada vez mais frequente e representa um desafio tanto na previsão quanto na contenção dessas infecções, devido à sua origem estar geralmente ligada a reservatórios em animais selvagens. As mudanças climáticas e a perda e degradação de habitats estão intimamente ligadas ao aumento desses episódios, pois alteram o comportamento da vida selvagem e expõe a população humana a novos vírus. Outra marca da atividade antropogênica no ambiente é a disseminação de genes de resistência na microbiota ambiental e animal, devido ao uso indiscriminado de antibióticos e tratamento inapropriado de efluentes. Dessa forma, uma maneira de avaliar o impacto antropogênico na Antártica e potenciais viroses emergentes é, respectivamente, através da identificação de genes de resistência e vírus circulantes em aves e mamíferos marinhos antárticos, em especial aqueles com comportamento migratório, em testemunhos de gelo antártico e nos efluentes da Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF). Através do sequenciamento de nova geração de viromas e bactérias com perfil de multirresistência a antibióticos de última geração em populações animais na Antártica e na costa do Rio Grande do Sul é possível identificar, monitorar a evolução e a disseminação desses micro-organismos. Além disso, a vigilância molecular (por qPCR) de vírus com conhecido potencial zoonótico ou epidêmico, como o Influenza A ou SARS-CoV-2, pode ajudar a montar uma resposta precoce ao combate desses patógenos.
  • Universidade Federal do Rio Grande do Sul - RS - Brasil
  • 08/12/2023-31/12/2027
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Paulo Michel Roehe

Ciências Agrárias

Medicina Veterinária
  • estudo do interactoma do vírus influenza h5n1 durante as primeiras horas de infecção in vitro e in vivo utilizando o sistema virus like particles (vlp)
  • Infecções por Influenza causam anualmente milhares de mortes em humanos e animais. Uma das principais razões para essa alta mortalidade é a produção de uma resposta inflamatória exacerbada pelo hospedeiro, culminando na chamada tempestade de citocinas. Embora as vias virais e celulares que levam à produção de resposta antiviral pró-inflamatória estejam em boa parte elucidados, ainda não são bem estabelecidas as razões que levam diferentes cepas virais variarem em patogenicidade ou diferentes grupos populacionais serem suscetíveis a infeções mais graves. É provável que essa resposta desproporcional esteja ligada tanto a fatores virais, quanto a fatores do hospedeiro. As respostas antivirais celulares são induzidas durante as primeiras horas de infecção, quando as mRNAs e proteínas virais começam a interagir com os componentes celulares. Estudar essas interações no contexto de infecção celular e sistêmica durante as primeiras horas de infecção pode ajudar a elucidar os mecanismos por trás dos diferentes desfechos de infecção e até mesmo indicar potenciais alvos para tratamento. Assim, este projeto pretende comparar as interações entre proteínas virais e celulares durante as primeiras horas de infecção de vírus influenza de alta (H5N1) e baixa patogenicidade (H5N3) in vitro e avaliar como ocorrem as interações iniciais em populações de risco in vivo. Para isso, por questões de biossegurança, genomas virais serão clonados em plasmídeos de expressão de um sistema de produção de partículas semelhantes a vírus (VLPs). Essas VLPs serão usadas para infectar tanto células primárias endoteliais e epiteliais de pulmão humano, quanto diferentes grupos de camundongos (filhotes, idosos, obesos, prenhes e saudáveis). Após as primeiras horas de infecção, as proteínas totais serão extraídas e, através de dados espectrometria de massa, serão criados mapas de interação de proteínas que poderão indicar fatores virais e celulares responsáveis pelos diferentes desfechos de infecção.
  • Universidade Federal do Rio Grande do Sul - RS - Brasil
  • 13/12/2023-31/12/2026