Projetos de Pesquisa

 

Foto de perfil

Silvia Maria Caldeira Franco Andrade

Ciências Agrárias

Medicina Veterinária
  • nanotecnologia 3d e células troncos mesenquimais no tratamento de úlceras de córnea estromais profundas em cães
  • A úlcera de córnea é uma das afecções oftálmicas mais comuns em cães, podendo levar à perda de visão se não tratada adequadamente. Este estudo tem como objetivo avaliar o uso de uma membrana de biomaterial de colágeno sintético, associada ou não a células-tronco mesenquimais (CTM), para promover a cicatrização de úlceras estromais profundas. Serão selecionados 28 cães com diagnóstico de úlceras estromais profundas, que serão submetidos à cirurgia de ceratoplastia reconstrutiva, divididos em dois grupos: Grupo M (membrana de colágeno) e Grupo MCTM (membrana de colágeno + CTM). O Grupo M receberá uma membrana de biomaterial de plataforma 3D composta por nanofibras poliméricas naturais, enquanto o Grupo MCTM terá a membrana enriquecida com CTM e receberá injeções subconjuntivais de 0,1 ml de CTM na conjuntiva superior e inferior. Os cães serão avaliados nos momentos T24h, T7, T21, T30, T60, T120 e T180 após a cirurgia, por meio de exames oftálmicos com lâmpada de fenda, Teste Lacrimal de Schirmer (TLS), Teste de Fluoresceína (TF), Tonometria de Rebote (TR) e análise fotográfica das úlceras de córneas utilizando o método de dimensão fractal. Amostras de lágrima serão coletadas nos momentos 0, 60 e 180 dias para análise das metaloproteinases (MM-2 e MM-9), marcadores de reparação e remodelação da superfície ocular. Os dados paramétricos serão analisados por meio de análise de variância (ANOVA) com o teste de Tukey, enquanto os dados não paramétricos serão avaliados pelos testes de Friedman e Kruskal-Wallis, com nível de significância estabelecido em p < 0,05. Espera-se que os resultados deste estudo contribuam para o avanço no tratamento de úlceras de córnea em cães, utilizando biomateriais de colágeno sintético e células-tronco mesenquimais, e forneçam informações valiosas para a área de oftalmologia veterinária e pesquisa em cicatrização ocular.
  • Universidade do Oeste Paulista - SP - Brasil
  • 04/12/2023-31/12/2026
Foto de perfil

Silvia Regina Batistuzzo de Medeiros

Ciências Biológicas

Genética
  • toxicidade do reteno: poluente ambiental emergente e negligenciado
  • A OMS estima que mais de 13 milhões de mortes por ano no mundo são resultado de causas ambientais, sendo a queima de biomassa uma principal fonte de risco. Apesar das mortes serem atribuídas sobretudo ao câncer de pulmão e à DPOC, os mecanismos moleculares que levam a ambas as doenças continuam negligenciados na pesquisa, sendo necessária a completa compreensão do mecanismo de ação para limitar esses efeitos. Dentre os HPAs liberados na queima de celulose, o mais abundante é o reteno que, por sua vez, é pouco estudado. Estudos prévios mostraram que o reteno é tão tóxico quanto o benzoapireno. Diante das inúmeras lacunas sobre os efeitos biológicos do reteno, pretende-se ampliar a compreensão sobre seus efeitos tóxicos, visando não apenas sua inclusão na lista dos HPAs prioritários, mas sobretudo na identificação de biomarcadores para auxiliar no diagnóstico precoce e alvos moleculares para futura terapia. Assim, pretende-se aprofundar o conhecimento sobre o efeito do reteno em nível genético, epigenético, no tamanho dos telômeros, bem como na capacidade de indução de transformação in vitro, além de realizar análises transgeracionais em zebrafish. Nossa hipótese, baseada em estudos prévios com MP e HPAs, é que o reteno também gera efeitos epigenéticos, participa do encurtamento dos telômeros, da transformação celular e gera danos transgeracionais. Assim, ampliar o conhecimento das ações biológicas do maior constituinte gerado na queima de celulose é imprescindível para poder controlar e mitigar doenças advindas dessa exposição. Diferentes estratégias serão levadas em conta como: A) expor células BEAS-2B a diferentes concentrações de reteno e determinar i) seus metabólitos e capacidade de gerar adutos de DNA; de alterar ii) a metilação global, iii) o tamanho dos telômeros; iv) capacidade de transformação in vitro; v) transcriptoma; e B) expor zebrafish a concentrações crescentes para análise epigenética, comportamental e molecular nos pais e na primeira descendência.
  • Universidade Federal do Rio Grande do Norte - RN - Brasil
  • 04/12/2023-31/12/2026