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William Zanete Bertolini

Ciências Exatas e da Terra

Geociências
  • rupturas de declive fluvial no planalto basáltico catarinense: expressões tectônicas passivas ou ativas na paisagem dissecada?
  • A bacia hidrográfica do rio Chapecó (BHRC) constitui paisagem típica das coberturas predominantemente basálticas da Bacia Sedimentar do Paraná em toda a região oeste catarinense no contexto da alta bacia do rio Uruguai. É caracterizada por um relevo planáltico desdobrado em diferentes níveis topográficos, com uma rede de drenagem constituída por canais de leito rochoso com grande profusão de rupturas de declive (knickpoints), dissecação e incisão da drenagem espacialmente diferenciadas. Tais características são frequentemente associadas a fatores geológico-estruturais que não são ainda bem compreendidos em termos da evolução tectonoclimática e morfogenética cenozoica da área, embora vários estudos venham apontando para manifestação de esforços tectônicos supostamente neogênicos ou quaternários associados. Esta proposta aprofunda a investigação da geodinâmica cenozoica da área a partir de anomalias já apontadas através de índices morfométricos, porém agora focando nas rupturas de declive fluviais. Por meio de uma abordagem morfométrica com dados derivados de cartas topográficas (1:50.000), de radar e estruturais de campo, objetiva-se chegar a evidências distintivas de marcadores morfológicos tectônicos recentes na BHRC daqueles associados a condicionamentos passivo-estruturais regionais. Para isso serão analisados(as): (i) relação slope x area e índice de Hack para os rios Chapecó e Chapecozinho e 56 afluentes diretos; (ii) a associação dos knickpoints com falhas e fraturas na escala de 1:250.000 e lineamentos obtidos de radar; (iii) índice de sinuosidade dos rios Chapecó e Chapecozinho frente às amplitudes do relevo da BHRC, sua compartimentação geomorfológica e espacialização de declives de superfície. Pretende-se desta forma, aprofundar a compreensão da gênese dos knickpoints no domínio das rochas efusivas da Bacia do Paraná, distinguindo-os como proxie associados a fatores litoestruturais passivos ou tectônicos (ativos ou não) na morfogênese da paisagem fluvial.
  • Universidade Federal da Fronteira Sul - SC - Brasil
  • 04/12/2023-31/12/2026