Projetos de Pesquisa

 

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Alexandre ten Caten

Ciências Agrárias

Agronomia
  • projeto sensnexus: sensoriamento hiperespectral para conectar a contaminação de solos costeiros por nano e microplásticos à poluição do mar
  • As Nações Unidas declararam os anos de 2021 a 2030 como a Década do Oceano. A iniciativa busca convergir esforços e ações para viabilizar que países alcancem os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) até 2030, marcadamente o objetivo 14 - Vida na Água. Os Oceanos são fundamentais para armazenar carbono, fornecer oxigênio, estabilizar o clima e produzir recursos alimentares. Contudo, paradoxalmente à sua importância e nosso conhecimento do papel dos oceanos – nunca os tratamos tão mal. O Plano Nacional de Combate ao Lixo no Mar aponta que 80% do lixo no mar tem origem terrestre. Materiais como borrachas, metais, vidros, têxteis, papéis e plásticos entram em nossos oceanos em quantidades, formas, tamanhos e tipos dos mais variados, o que gera um custo econômico estimado, somente do lixo plástico, entre 3.000 e 33.000 dólares por tonelada/ano. Nosso objetivo é o de propor um protocolo de detecção da presença de nano e microplásticos em solos costeiros, via a tecnologia de sensoriamento próximo do solo, para gerar banco de dados da distribuição desses resíduos no mar brasileiro. No litoral de Florianópolis (SC), serão coletadas amostras de solos e sedimentos costeiros. Estes solos serão escaneados por um radiômetro operando no visível e infravermelho próximo, e os dados processados em técnicas de aprendizagem de máquina para produzir um modelo que relacione o sinal coletado pelo sensor com a presença de resíduos plásticos nas amostras. Este projeto SensNexus irá buscar conectar a presença de resíduos particulados de plástico com a poluição do mar através de uma ferramenta eficiente, rápida, barata, digital, reproduzível, de fácil emprego, e com menos etapas de extração para gerar informações sobre os tipos, fontes de origem, quantidades e distribuição de nano e microplásticos em solos costeiros. Nosso impacto neste projeto é o de gerar um indicador uniformizado e sistemático a ser aplicado em todos os solos costeiros do Brasil, e em outros países.
  • Universidade Federal de Santa Catarina - SC - Brasil
  • 04/02/2023-31/08/2026
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Alexandre Urban Borbely

Ciências Biológicas

Morfologia
  • efeitos celulares e moleculares de microplásticos na placenta
  • Cerca de 368 milhões de toneladas anuais de plásticos são gerados anualmente e a subsequente degradação desses polímeros em microplásticos (MP) intensifica as preocupações ambientais. Os MP se acumulam no solo, ar e sistemas aquáticos, afetando ecossistemas e sendo detectados em plantas, em animais marinhos e terrestres, além de animais silvestres e os domesticados para consumo humano. Diversos estudos a partir de 2021 vem relatando bioacúmulo de MP em fluidos e tecidos humanos, inclusive nas placentas. Em modelos animais e linhagens celulares, os MP induziram aumento da geração de espécies reativas de oxigênio, inflamação, genotoxicidade e apoptose, mas ainda não foram estudados em células e tecidos placentários humanos. Desse modo, os eventuais riscos desses MP nas placentas e no desenvolvimento fetal humano são amplamente desconhecidos. Este projeto visa investigar os efeitos moleculares e celulares dos MP na fisiologia placentária, assim como propor possíveis repercussões no desenvolvimento fetal. Utilizaremos explantes de vilosidades coriônicas placentárias e células isoladas de placentas humanas para avaliar a morte e proliferação celular, motilidade, produção de citocinas, balanço redox e metabolômica por GC-MS e por 1H RMN. O docking e dinâmica moleculares serão usados para investigar interações entre os MP e receptores de membrana. As microscopias de força atômica e de varredura confocal a laser serão usadas para explorar a passagem dos MP pela membrana das células e a espectroscopia Raman para a identificação de mudanças na assinatura bioquímica das células. Os nossos resultados preliminares já mostram que MP de poliestireno de 5 um atravessam a barreira hematoplacentária dos explantes placentários, não elevando as taxas de morte, mas aumentando o estresse oxidativo, corroborando com nossa hipótese inicial de que os MP acumulados nas placentas trazem riscos potenciais à gestação e saúde materno-fetal.
  • Universidade Federal de Alagoas - AL - Brasil
  • 05/12/2023-31/12/2026