Projetos de Pesquisa

 

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Sheyla Christine Santos Fernandes

Ciências Humanas

Psicologia
  • estratégias de resposta ao cyber-hate de gênero à luz da teoria da ação planejada e da teoria do enfrentamento
  • O cyber-hate é empregado para referir qualquer manifestação ameaçadora ou ofensiva no ciberespaço. Muito embora sejam crescentes as investigações sobre a intolerância nas interações virtuais, pouca atenção é dirigida às vítimas. Neste sentido, o presente estudo tem como finalidade responder a três questões sobre o cyber-hate na perspectiva das vítimas: (1) de que forma o cyber-hate é experienciado? (2) que crenças estão associadas às estratégias de resposta ao cyber-hate?; (3) qual o papel do ativismo nas formas de resposta ao cyber-hate? Para responder a essas questões, tomou-se como objetivo geral desta investigação analisar as formas de resposta ao cyber-hate à luz da Teoria da Ação Planejada (TAP) e da Teoria do Enfrentamento (TE). Dois estudos serão implementados para contemplar o objetivo proposto, considerando o cyber-hate dirigido às mulheres. O Estudo 1 consistirá em um mapeamento acerca dos discursos feministas empregados por ativistas no Instagram, através da análise de postagens em perfis militantes de livre acesso. Os resultados permitirão descrever de que forma essas crenças se expressam nos sítios investigados, possibilitando o reconhecimento dos principais tipos de narrativa utilizados. No Estudo 2, serão coletadas informações acerca das formas de resposta ao cyber-hate, empregadas por seguidoras de conteúdos digitais feministas, bem como, informações que permitam compreender o papel dos discursos ativistas na construção de estratégias de respostas à intolerância virtual de gênero. Esta investigação será realizada no contexto do Brasil e de Moçambique, buscando fazer um comparativo intercultural sobre os aspectos subjacentes ao enfrentamento da violência contra mulheres no ciberepaço. Trata-se, portanto, de um estudo intercultural, multicêntrico e transdisciplinar que pretende colaborar para o avanço do conhecimento dessa demanda urgente e atual.
  • Universidade Federal de Alagoas - AL - Brasil
  • 06/12/2023-31/12/2026
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Sheyla Suely de Souza Silva

Ciências Sociais Aplicadas

Serviço Social
  • concepções e contradições da assistência social brasileira no decurso do decênio 2016-2026
  • A ortodoxia neoliberal reverteu direitos; recrudesceu a Questão Social e enfrentou resistências, transitando para a fase social-liberal. Cooptadas pelo social-liberalismo, lideranças populares assumiram o Executivo de países dependentes e, sob o mote do “neodesenvolvimentismo”, propuseram o enfrentamento à pobreza extrema e a manutenção da liberalização, desregulamentação e privatização como prerrogativas de crescimento econômico. O Brasil “neodesenvolvimentista”, por exemplo, retirou 36 milhões de brasileiros da estatística da pobreza; saiu do mapa da fome e comemorou crescimento econômico. No entanto, o social-liberalismo que quintuplicou a riqueza das classes superiores e o crescimento econômico dos países também gestou o crash/2008, diante do qual os estados desembolsaram trilhões de dólares em benefício das instituições financeiras, através de recursos públicos, capitais fictícios e ativos podres, implicando no predomínio de uma riqueza fictícia, que demanda lastros ativos/reais; motivo pelo qual o sistema do capital transitou para a fase ultraneoliberal. O ultraneoliberalismo procede a uma “desconexão total” de países considerados “descartáveis" e acirra espoliações e expropriações, através de golpes políticos; genocídios; contrarreformas de políticas sociais etc., implicando em severas perdas para os trabalhadores, especialmente, no caso deste estudo, no âmbito da Assistência Social brasileira. Diante dessa realidade, é que nos inquieta compreender quais as concepções de assistência social e de enfrentamento à pobreza e as contradições da Política de Assistência Social brasileira, engendradas pelas determinações da mundialização financeirizada, flexível e ultraneoliberal do capital, durante os governos federais do decênio 2016-2026
  • Universidade Estadual da Paraíba - PB - Brasil
  • 08/02/2024-28/02/2027