Projetos de Pesquisa

 

Foto de perfil

Patrícia Nunes da Silva

Outra

Multidisciplinar
  • nossas ciências, saberes e tradições
  • As identidades sociais produzidas nas Américas – índios, negros, mestiços – naturalizaram noções e práticas de relações de superioridade e inferioridade. Problematizar e superar essa visão socialmente construída requer identificar as relações de poder a ela subjacentes, romper visões distorcidas e negativas sobre negros e indígenas, suas práticas e conhecimentos e colocar em xeque o mito da democracia racial. Quatro instituições integram esta proposta: três escolas públicas de Educação Básica e um IES. Nossa programação conta com duas ações satélites e o evento I Encontro de Residentes de Matemática da UERJ (I RPMat). Como atividade de encerramento das ações satélites, prevemos, em duas das escolas parceiras, a realização de uma mostra local dos trabalhos desenvolvidos e de uma exposição. A programação do I RPMat conta com a Exposição Diáspora Africana, a roda de conversa Vozerio, um conjunto de oficinas, uma palestra sobre Mentalidades Matemáticas e uma roda de conversa com preceptores e residentes do Programa de Residência Pedagógica e demais interessados. Na Mostra Sua Vez, alunos da Educação Básica apresentam seus trabalhos científicos. Esperamos que tais experiências contribuam para o combate ao racismo, à discriminação e ao preconceito, e para promoção de uma educação antirracista e da cultura científica. Pesquisas sobre a compreensão pública da ciência lamentam a lacuna de comunicação entre cientistas e o público. Argumenta-se repetidamente que essa situação exige mediadores para aproximar esses dois mundos. As ações e atividades integrantes de nossa proposta endereçam o dilema do fosso de comunicação entre cientistas e sociedade como um todo. As ações e oficinas impactam a melhoria do ensino de ciências e matemática ao discutirem ou poderem ser replicadas como meios diversificados de aprendizagem. Outras são fruto de investigações que envolvem docentes e docentes em formação ou em formação continuada. Nestas, o impacto é mais profundo e de longo prazo.
  • Universidade do Estado do Rio de Janeiro - RJ - Brasil
  • 12/12/2023-31/12/2025
Foto de perfil

Patrícia Rakel de Castro Sena

Ciências Sociais Aplicadas

Comunicação
  • enfrentamento à violência de gênero: escuta, métodos e práticas educomunicativas na casa da mulher brasileira do maranhão.
  • Este projeto propõe uma pesquisa aplicada com proposta de intervenção educomunicativa na Casa da Mulher Brasileira (CMB), instalada em São Luís/MA, para aprimorar as estratégias de enfrentamento à violência de gênero e o acolhimento das mulheres atendidas pela instituição. Em 2023, faz 10 anos do Decreto nº 8.086/2013, que instituiu o Programa Mulher: Viver sem Violência, base da construção da CMB. Uma década depois, embora tenha havido avanços e inflexões nessa política pública, os dados ainda denunciam um cenário preocupante. O Anuário de Segurança Pública (2023) aponta um crescimento de quase 50% nos registros de assédio sexual e cerca de 6% no casos de feminicídio. Esses dados chamam a atenção para o fato de que a instituição de leis, a construção de edifícios e a organização de serviços em um único espaço de atendimento às mulheres não é sinônimo exato de efetivação de direitos, nem significa dizer que o acolhimento mais integrado ocorre nessas estruturas. Dessa forma, este projeto busca responder ao seguinte questionamento: de que maneira o enfrentamento à violência de gênero e o acolhimento de mulheres atendidas pela Casa da Mulher Brasileira podem ser aprimorados por meio de intervenções educomunicativas? Parte-se da hipótese de que o acolhimento das mulheres que procuram a CMB perpassa por estratégias colaborativas e intersetoriais, tendo o fluxo comunicacional como eixo primordial nos protocolos de atendimento. Assim, considerando a CMB enquanto centro de acolhimento e de escuta qualificada, entende-se necessário que suas ações sejam pensadas na perspectiva de suas interseccionalidades de políticas e serviços, dentre as quais se destaca a Comunicação. O percurso metodológico entrecruza estudo de campo (com questionário, entrevista em profundidade e escuta sensível), pesquisa-ação e Análise de Discurso Espera-se desenvolver e difundir um Protocolo de Acolhimento a mulheres que procuram a CMB, contribuindo para o enfrentamento à violência de gênero.
  • Universidade Federal do Maranhão - MA - Brasil
  • 05/12/2023-31/12/2026