Projetos de Pesquisa

 

Foto de perfil

Ana Carolina de Aguiar

Ciências Agrárias

Ciência e Tecnologia de Alimentos
  • valorização de plantas alimentícias não convencionais (pancs) por meio de tecnologias emergentes
  • As plantas alimentícias não convencionais (PANCs) são abundantes, se desenvolvem com facilidade, são fontes de compostos bioativos de interesse e podem ser utilizadas para a alimentação humana. Entretanto, seu consumo não é disseminado em grande escala. A beldroega é amplamente difundida em todo território brasileiro e possui uma variedade de compostos bioativos com alto valor agregado, como os compostos fenólicos, carotenoides, flavonoides, ácido ascórbico, ácido graxo alfa-linolênico, proteínas, lipídios, vitaminas etc. Sendo assim, a beldroega pode ser uma grande aliada na manutenção da segurança alimentar, além de uma nova fonte para obtenção de compostos bioativos de interesse para as indústrias de alimentos e farmacêutica. A estratégia de biorrefinaria, pela realização sequencial de extrações com solventes limpos com polaridade crescente e tecnologias emergentes (extração supercrítica com CO2 – SFE, extração assistida por ultrassom – UAE e extração com água subcrítica – SWE) constitui de uma abordagem sustentável para o desenvolvimento de processos para valorização da beldroega. Logo, a hipótese deste projeto é que a beldroega possa ser efetivamente utilizada para obter compostos bioativos pela abordagem de biorrefinaria empregando técnicas de extração SFE, UAE e SWE. A estratégia de biorrefinaria já foi aplicada com sucesso para a PANC ora-pró-nobis, e, portanto, apresenta excelente potencial para ser emprega com sucesso no processamento da beldroega. A beldroega será cultivada na Fazenda Escola Lagoa do Sino (FELS) e submetida a extrações sequenciais de SFE, UAE e SFE para recuperação de compostos diferentes polaridades. Os extratos serão caracterizados sob diferentes aspectos, os processos de extração serão modelados e a viabilidade tecnoeconômica será avaliada para cada etapa de processamento. Foco especial será dado para o estudo da funcionalidade das proteínas recuperadas visando possível aplicação da Beldroega como fonte de proteínas vegetais.
  • Universidade de São Paulo - SP - Brasil
  • 18/12/2023-31/12/2026
Foto de perfil

Ana Carolina de Siqueira Couto de Oliveira

Ciências Biológicas

Imunologia
  • dieta, microbiota e imunomodulação: investigando o impacto de metabólitos na inflamação aguda e nos comprometimentos tardios associados a sepse bacteriana e viral
  • A dieta é atualmente considerada um dos determinantes mais relevantes para a saúde humana. Dentre os inúmeros benefícios da interação entre a dieta e a microbiota, podemos destacar a produção de ácidos graxos de cadeia curta (AGCC) a partir do metabolismo da fibra alimentar. Estes metabólitos, como o acetato e o butirato, tem importantes efeitos imunomoduladores via GPCRs (como o GPR43) e/ou alterações epigenéticas via inibição de histonas desacetilases, com impacto positivo sobre diversas doenças inflamatórias como colite, asma e diabetes. No que diz respeito a doenças de origem infecciosa, o balanço entre resistência à infecção e tolerância à doença, que é a capacidade do hospedeiro em tolerar e se recuperar dos prejuízos funcionais de tecidos e órgãos, deve ser levado em consideração. Este cenário tem importante peso na sepse, uma condição multifatorial sistêmica caracterizada por uma intensa inflamação aguda com disfunção de órgãos e alto índice de letalidade, seguida de uma fase imunossupressora tardia que favorece infecções oportunistas e tumores, além de prejuízos cognitivos e alterações comportamentais. Pretendemos avaliar como os AGCC impactam na sepse bacteriana e viral através da manipulação de fibras solúveis da dieta e da utilização de animais deficientes em GPR43. Analisaremos (1) a resposta inflamatória aguda na sepse induzida por CLP e na sepse viral por SARS-CoV2, avaliando mecanismos microbicidas e reprogramação celular; (2) o estabelecimento da imunossupressão pós-sepse e os comprometimentos tardios, principalmente os cognitivos e comportamentais; (3) o impacto da dieta na composição do microbioma e do metaboloma intestinal, avaliando se o efeito benéfico da fibra pode ser transferido entre camundongos através da microbiota; (4) a possível aplicação de probióticos e/ou prebióticos como estratégia terapêutica na tentativa de prevenir os comprometimentos tardios, trazendo peso a discussão sobre imunologia da mucosa e nutrição de precisão.
  • Universidade Federal do Rio de Janeiro - RJ - Brasil
  • 10/01/2024-31/01/2027
Foto de perfil

Ana Carolina Gomes Jardim

Ciências Biológicas

Microbiologia
  • complexos metálicos: uma nova perspectiva no desenvolvimento de antivirais de amplo espectro contra vírus emergentes
  • Doenças causadas por vírus emergentes representam importantes causas de surtos e epidemias, impactando a vida dos indivíduos, os serviços de saúde e a economia. Como exemplo, a pandemia de COVID-19, causada pelo SARS-CoV-2, acentuou a demanda por antivirais e tem desafiado o mundo no controle da transmissibilidade viral. O Brasil também enfrenta um cenário crítico relacionado ao controle de arboviroses causadas pelos vírus da Chikungunya (CHIKV), Mayaro (MAYV), Dengue (DENV) e Zika (ZIKV). Não existe terapia antiviral contra esses vírus, sendo emergencial a identificação de candidatos a fármacos. Complexos metálicos têm atraído atenção devido à sua eficácia e versatilidade, visto que íons metálicos como platina (Pt), cobalto, prata (Ag), ouro e paládio (Pd), quando complexados a ligantes específicos, podem gerar compostos estáveis, biologicamente ativos e não citotóxicos. Como ligantes de interesse, os aminoadamantanos, como a amantadina (ATD), rimantadina (RTD) e a memantina (MTN), são fármacos utilizados no tratamento da influenza A. Nosso grupo já demonstrou o potencial anti-CHIKV da MTN e RTD, e resultados preliminares foram obtidos com complexos metálicos de aminoadamantanos. Esta proposta visa avaliar a atividade antiviral de aminoadamantanos e seus complexos metálicos de Pt(II), Pd(II) e Ag(I) contra o SARS-CoV-2, CHIKV, MAYV, DENV e ZIKV. A atividade antiviral será avaliada por ensaios em cultura de células infectadas com os vírus selvagens e/ou vírus expressando genes como nanoluciferase e/ou eGFP e MCherry. O modo de ação antiviral será investigado por ancoragem molecular e ATR-IFTR, associados a inteligência artificial, e ensaios de interação e estabilização com proteínas e/ou RNA virais. As moléculas com melhores resultados serão avaliadas em ensaios in vivo para CHIKV e ZIKV (já aprovados pelo CEUA-UFU). Os resultados dessa proposta contribuirão na identificação de antivirais de amplo espectro para o combate aos surtos causados por vírus emergentes.
  • Universidade Federal de Uberlândia - MG - Brasil
  • 06/12/2023-31/12/2026
Foto de perfil

Ana Carolina Nunes do Couto

Lingüística, Letras e Artes

Artes
  • conhecimentos e habilidades do músico profissional atuante na região metropolitana do recife
  • A proposta tem como tema global os conhecimentos e habilidades do músico profissional, e a formação e atuação profissional em música. O estudo mapeará quais são as diferentes frentes de atuação do músico profissional que atua na Região Metropolitana do Recife e analisará os diferentes tipos de conhecimentos e habilidades que este músico mobiliza durante seu exercício profissional. A partir disso, discutiremos o rol de conhecimentos e as habilidades de um músico profissional em relação ao tipo de formação oferecida em cursos superiores de Música. Devido à falta de estudos que revelem quais são os conhecimentos e habilidades utilizados pelo músico em sua atuação profissional na Região Metropolitana do Recife, um estudo dessa natureza permite a geração de dados mais sólidos que subsidiem ações que visam a inovação da formação superior em Música que impactem positivamente sua inserção no campo de trabalho. Temos a hipótese de que os tipos de conhecimentos e habilidades que o músico profissional atuante na Região Metropolitana do Recife mobiliza durante o exercício do seu trabalho são diferentes daqueles desenvolvidos em cursos tradicionais de formação superior em Música. A Lei que ainda normatiza a profissão do músico é de 1960 (Lei 3.857/1960), e elenca em seu Artigo 29 uma classificação profissional em Música que se mostra obsoleta diante das mudanças do mundo contemporâneo da profissão. Novas áreas de atuação surgiram enquanto outras definham, e os nossos currículos, provenientes de um "habitus conservatorial" não acompanharam tais mudanças na mesma velocidade. Será necessário um estudo qualitativo. Utilizaremos pesquisa documental para entender como a profissão figura em documentos definidores de políticas públicas, assim como aqueles produzidos pela Sociedade Civil Organizada, e etnografia para compreender como o músico mobiliza seus conhecimentos e habilidades no exercício profissional.
  • Universidade Federal de Pernambuco - PE - Brasil
  • 07/12/2023-31/12/2026
Foto de perfil

Ana Carolina Soares Costa Vimieiro

Ciências Sociais Aplicadas

Comunicação
  • mídia, esporte e gênero: novas identidades, interseccionalidades e textualidades midiáticas negligenciadas
  • A presente proposta consiste em um conjunto de ações articuladas de pesquisa, ensino e extensão cujo intuito é compreender o papel atual da mídia nas opressões de gênero no esporte e atuar no enfrentamento dessas. O objetivo central é entender as imagens contemporâneas das mulheres do esporte na mídia, que adquirem um caráter complexo na medida em que mecanismos tradicionais de opressão como invisibilidade e objetificação começam a ser substituídos por algum nível de visibilidade e diferentes estratégias narrativas (Toffoletti, 2016). Para isso, o projeto pretende: (1) dar prosseguimento (série histórica) à análise da cobertura noticiosa de mulheres na mídia esportiva brasileira adicionando novas interseccionalidades; (2) analisar imagens generificadas do esporte em gêneros audiovisuais do entretenimento; (3) analisar a comunicação organizacional de times de futebol feminino e masculino profissional e de atletas no Instagram; e (4) analisar a cobertura jornalística e a repercussão nas redes sociais digitais de casos de violência de gênero no esporte. Teoricamente, dialogamos com os estudos culturais, os estudos de gênero e deficiência e discussões específicas do jornalismo e da comunicação organizacional, trabalhando com conceitos como enquadramentos, masculinidades e feminilidades, imagens de controle e interseccionalidades. No âmbito interventivo, a proposta consiste em ações articuladas em torno de três projetos (dois deles em execução desde 2020): (a) Revista Marta (https://revistamarta.com), publicação multimídia experimental produzida por estudantes de Comunicação da UFMG; (b) Observatório Marta (https://observatoriomarta.com/), iniciativa de crítica de mídia, focada no monitoramento da mídia esportiva brasileira a partir de uma perspectiva de gênero; e (c) Escola de Verão em Comunicação e Esporte, que reunirá pesquisadoras/es e convidadas/os, num modelo de aulas e mentoria que buscará inspiração em projetos consolidados.
  • Universidade Federal de Minas Gerais - MG - Brasil
  • 18/01/2024-31/01/2027