Projetos de Pesquisa

 

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Paulo André Trazzi

Ciências Agrárias

Recursos Florestais e Engenharia Florestal
  • propagação clonal de espécies amazônicas arbóreas não-domesticadas
  • A propagação vegetativa por meio da miniestaquia pode ser uma alternativa viável para produção de mudas, principalmente quando se tem dificuldade pelo método seminal. Assim, este projeto tem por objetivo avaliar protocolos de produção de mudas clonais de espécies amazônicas por meio da técnica de miniestaquia, com testes de diferentes soluções nutritivas e concentrações de AIB nas miniestacas. O presente trabalho será realizado na área experimental do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza, da Universidade Federal do Acre, localizada no município de Rio Branco, AC. A seleção das espécies amazônicas não-domesticadas será realizada em função da importância ecológica, comercial e tradicional no estado do Acre, e da dificuldade de produzir mudas por sementes. O delineamento experimental utilizado será em blocos ao acaso, com 4 repetições, em esquema fatorial duplo, com interação entre soluções nutritivas (fator A) e doses de ácido indolbutírico (AIB) (fator B). O fator “solução nutritiva” será constituído por 50%, 100% e 200% em relação a concentração da solução nutritiva base, conforme literatura. O fator “doses de AIB”, será estabelecido por quatro concentrações do regulador de crescimento AIB (0, 1.000, 2.000 e 4.000 mg L-1). As minicepas e miniestacas de cada espécie serão avaliadas quanto à produtividade de brotos, à sobrevivência das miniestacas na saída da casa de vegetação; à porcentagem de enraizamento das miniestacas na saída da casa de sombra; e à sobrevivência, à altura, ao diâmetro do colo e à biomassa das mudas aos 90-120 dias após o estaqueamento. Por meio dos resultados obtidos neste projeto será possível considerar a tecnologia de miniestaquia para a produção de mudas clonais de espécies amazônicas arbóreas, o que poderá contribuir para ampliar a oferta de mudas de qualidade tanto para fins comerciais quanto para recomposição de áreas degradadas.
  • Universidade Federal do Acre - AC - Brasil
  • 02/12/2023-31/12/2026
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Paulo Antonio de Souza Mourao

Ciências Biológicas

Bioquímica
  • personalização da terapia anticoagulante com heparina: explorando farmacocinética e glicosilação da antitrombina
  • A heparina não fracionada (HNF) é usada em pacientes que necessitam anticoagulação rápida e estável. A variabilidade da sua resposta individual e a janela terapêutica estreita exigem monitoração constante. Nosso projeto visa esclarecer os fatores associados a essa variabilidade do efeito da HNF. Esse tema tem grande relevância especialmente para o SUS porque o Brasil é um dos poucos países que utilizam HNF por via subcutânea. Não temos estudos sobre a absorção do medicamento por essa via, sua farmacodinâmica, variabilidade individual e sequer dados robustos sobre efetividade terapêutica. Um dos pontos chaves da variabilidade da resposta individual da heparina podem estar relacionada com sua interação com a antitrombina. A glicosilação dessa serpina pode afetar sua atividade e interação com a heparina. A variabilidade da resposta terapêutica da HNF também pode estar relacionada com as preparações farmacêuticas atualmente disponíveis no Brasil, que é um dos poucos países que convive com dois tipos de preparações de HNF (suína e bovina), com diferenças físico-químicas e biológicas. Nosso grupo demostrou que uma única etapa de purificação da HNF bovina nos permite obter preparações homogêneas semelhantes à suína. Esse procedimento está em etapa de escalonamento e busca de parceiros do setor produtivo para sua implementação. Uma vez determinado o glicofenótico da antitrombina, seu efeito na interação com a serpina e obtidas preparações de HNF mais homogêneas, a etapa final será estudar a farmacodinâmica da HNF administrada por via endovenosa e subcutânea. Em síntese, o projeto combina abordagens para a personalização da resposta terapêutica da HNF, tanto investigado os alvos moleculares da sua ação quando estabelecendo preparações farmacêuticas mais homogêneas no país.
  • Universidade Federal do Rio de Janeiro - RJ - Brasil
  • 22/12/2023-31/12/2026
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Paulo Cesar Basta

Ciências da Saúde

Saúde Coletiva
  • estudo longitudinal de gestantes e recém-nascidos indígenas expostos ao mercúrio na amazônia
  • O uso crescente do mercúrio em diversas atividades industriais provoca alterações significativas em seu ciclo biogeoquímico, fato que aumenta a exposição de populações humanas a este perigoso contaminante. Diante disto, o risco de adoecer devido à exposição crônica ao mercúrio configura uma preocupação crescente na agenda da saúde pública internacional. Uma vez lançado em sistemas aquáticos, o mercúrio metálico utilizado nos garimpos de ouro é transformado em metilmercúrio. Esta forma mercurial é neurotóxica e se acumula em todos os organismos que compõem a cadeia trófica aquática. Por esse motivo, a principal via de exposição humana ao mercúrio é o consumo de pescado contaminado. Estudos realizados em crianças oriundas da Amazônia expostas ao mercúrio desde o período pré-natal indicam a perda da capacidade cognitiva, alterações psicomotoras e transtornos mentais. Todavia, não há evidências sobre esses efeitos em populações indígenas. Confirmar que a exposição pré-natal ao mercúrio afeta o neurodesenvolvimento de crianças indígenas reveste-se de extrema relevância, uma vez que pode gerar evidências científicas sólidas para apoiar a luta pela defesa dos territórios tradicionais, bem como subsidiar denúncias em fóruns internacionais de direitos humanos para que as autoridades públicas tomem providências. Nosso objetivo é avaliar os efeitos da exposição pré-natal ao mercúrio no neurodesenvolvimento de crianças indígenas que vivem em áreas de influência de garimpos de ouro na Amazônia, considerando atrasos cognitivos, problemas de coordenação motora e de linguagem. Para tanto, pretende-se realizar um estudo longitudinal prospectivo, entre 01/02/2024 a 28/01/2026, em 10 aldeias Munduruku, enfocado em gestantes e seus bebês até completarem 24 meses de idade, totalizando 300 pares de gestantes/bebês.
  • Fundação Oswaldo Cruz - RJ - Brasil
  • 13/12/2023-31/12/2026