Projetos de Pesquisa

 

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Tereza Maciel Lyra

Ciências da Saúde

Saúde Coletiva
  • acesso à saúde e formas de enfrentamento das vulnerabilidades sociais: a percepção das comunidades quilombolas no município de custódia-pe. palavras chaves: acesso; determinação social; população quilombola
  • A proposta buscará analisar o acesso aos serviços de saúde da população residente nos quilombos em Custódia-PE, considerando os determinantes sociais de raça-etnia, classe, gênero e deficiência. Será uma pesquisa exploratória, a ser realizada entre março de 2024 e fevereiro de 2027, nos 12 quilombos de Custódia, Sertão de Pernambuco, que possui, segundo dados do Censo 2022, a maior população quilombola no estado. Serão realizados trabalho de campo com diário de campo e leitura de paisagem, caracterização dos estabelecimentos de saúde registrados no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) e dos principais procedimentos realizados no município e registrados nos Sistemas de Informações Ambulatorial e Hospitalar do Ministério da Saúde e entrevistas semi-estruturadas, cujo roteiro será orientado pelo marco conceitual do acesso à saúde, da determinação social e dos conceitos de raça-etnia, classe, gênero e deficiência. Será realizada uma amostra intencional e heterogênea, sendo entrevistadas três pessoas de cada comunidade. Será priorizada a heterogeneidade de gênero e faixa etária entre os/as participantes. A pesquisa será submetida para apreciação do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Pernambuco. A pesquisa representa a possibilidade de contribuir para melhoria da produção de saúde no Sistema Único de Saúde e criar espaços de discussão de novos arranjos organizacionais na atenção básica e na atenção especializada que priorizem processos de trabalho que incorporem os determinantes sociais de raça-etnia, classe, gênero e deficiência. A equipe é composta considerando a promoção de equidade de gênero, diversidade étnico-racial e das pessoas com deficiência. Serão elaborados planos de monitoramento e plano de disseminação que possibilitará o compartilhamento do conhecimento entre pesquisadores, parceiros e interlocutores. Todas as etapas serão realizadas pelo Instituto Aggeu Magalhães/Fiocruz-PE e pela UFPE.
  • Fundação Oswaldo Cruz - PE - Brasil
  • 02/03/2024-31/03/2027
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Tereza Sandra Loiola Vasconcelos

Ciências Humanas

Geografia
  • a escola-território como categoria geográfica contra-hegemônica no estado do ceará
  • O espaço geográfico passou por profundas transformações na sua estrutura, perpassando por todos os setores que compõe a sociedade. Aspectos como economia, cultura, trabalho e meio ambiente fazem parte do bojo de mudanças. A Educação não está alheia à essa situação. Pelo contrário, pois diante da ofensiva neoliberal e da financeirização desta, a Educação vem passando por transformações em suas estruturas, como seu currículo e as políticas públicas que a compõem, como, por exemplo, com as reformas educacionais. Mesmo diante desse cenário, é possível observar a existência no território brasileiro de experiências educacionais que resistem a essas transformações e constroem matrizes curriculares contra-hegemônicas, a partir de práticas docentes e pedagógicas contextualizadas e entrelaçadas às dinâmicas e aos anseios do território. Daí, entender o currículo enquanto território em disputa. Como exemplo, temos a Educação do Campo, a Educação Escolar Indígena e a Educação para as relações étnico-raciais, que desenvolvem o que compreendemos enquanto Educação contra-hegemônica, já que se aportam à perspectivas críticas de resistência e existência de populações que historicamente foram massacradas no Brasil, como os povos originários, negros e camponeses, seja no campo, seja na cidade. Diante disso, a Geografia enquanto ciência necessita desenvolver um olhar crítico-geográfico para essas experiências, a partir do Ensino de Geografia. A proposta possui como foco espacial o estado do Ceará, mais especificamente a Escola de Ensino Médio (EEM) Francisco Araújo Barros, localizada no Assentamento Lagoa do Mineiro, em Itarema/CE; a Escola Indígena Jenipapo Kanindé, na Aldeia Indígena Jenipapo-Kanindé, em Aquiraz/CE; e a Escola Municipal de Tempo Parcial Noberto Nogueira Alves, localizada no bairro José Walter, em Fortaleza/CE.A partir da categoria de análise “Escola-Território”, compreendemos que a escola não está dissociada do território.
  • Universidade Estadual do Ceará - CE - Brasil
  • 05/12/2023-31/12/2026