Projetos de Pesquisa

 

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Paulo André Niederle

Ciências Humanas

Sociologia
  • ativismos alimentares e politização da alimentação: uma análise comparada das interações entre movimentos sociais, mercados e políticas públicas nas regiões metropolitanas brasileiras
  • Em sintonia com a agenda global dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, é crescente o interesse de pesquisadores, movimentos sociais e policymakers pela discussão sobre a transição para sistemas alimentares sustentáveis e saudáveis. Uma das questões centrais nesse debate diz respeito às contribuições que os ativismos alimentares de movimentos sociais rurais e urbanos podem aportar para uma nova geração de políticas públicas. No Brasil, esse tema ganhou ainda mais relevância em face do aumento da insegurança alimentar, o que forçou esses movimentos a ampliar e diversificar as estratégias econômicas de acesso à alimentação sustentável e saudável. Com vistas a contribuir para essa discussão, o projeto articula uma rede de pesquisadores que pretende responder a seguinte questão: em que medida as estratégias de ativismo alimentar desses movimentos sociais convergem para um referencial capaz de orientar a construção de uma nova geração de políticas alimentares? A hipótese que orienta a investigação indica uma confluência em torno de um referencial que associa alimentação saudável com justiça alimentar e ambiental. Essa conjectura será verificada a partir de uma análise comparada das estratégias de ativismo alimentar nas regiões metropolitanas de Belém, Manaus, Natal, São Luís, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre. Essas capitais foram selecionadas a partir de três critérios: diferentes dinâmicas regionais; trajetória histórica dos ativismos e políticas alimentares; e expertise acumulada pela equipe em pesquisas anteriores. A análise comparada será construída a partir de uma matriz analítica formada por variáveis e indicadores comuns a todos os casos. Para construir essa matriz, e contribuir com outras etapas, o projeto contará com a colaboração do grupo de pesquisa Food for Justice, da Universidade Livre de Berlim/Alemanha, e do Instituto Comida do Amanhã, que coordena o Laboratório Urbano de Políticas Públicas Alimentares (Luppa).
  • Universidade Federal do Rio Grande do Sul - RS - Brasil
  • 15/12/2022-28/02/2026
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Paulo André Trazzi

Ciências Agrárias

Recursos Florestais e Engenharia Florestal
  • propagação clonal de espécies amazônicas arbóreas não-domesticadas
  • A propagação vegetativa por meio da miniestaquia pode ser uma alternativa viável para produção de mudas, principalmente quando se tem dificuldade pelo método seminal. Assim, este projeto tem por objetivo avaliar protocolos de produção de mudas clonais de espécies amazônicas por meio da técnica de miniestaquia, com testes de diferentes soluções nutritivas e concentrações de AIB nas miniestacas. O presente trabalho será realizado na área experimental do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza, da Universidade Federal do Acre, localizada no município de Rio Branco, AC. A seleção das espécies amazônicas não-domesticadas será realizada em função da importância ecológica, comercial e tradicional no estado do Acre, e da dificuldade de produzir mudas por sementes. O delineamento experimental utilizado será em blocos ao acaso, com 4 repetições, em esquema fatorial duplo, com interação entre soluções nutritivas (fator A) e doses de ácido indolbutírico (AIB) (fator B). O fator “solução nutritiva” será constituído por 50%, 100% e 200% em relação a concentração da solução nutritiva base, conforme literatura. O fator “doses de AIB”, será estabelecido por quatro concentrações do regulador de crescimento AIB (0, 1.000, 2.000 e 4.000 mg L-1). As minicepas e miniestacas de cada espécie serão avaliadas quanto à produtividade de brotos, à sobrevivência das miniestacas na saída da casa de vegetação; à porcentagem de enraizamento das miniestacas na saída da casa de sombra; e à sobrevivência, à altura, ao diâmetro do colo e à biomassa das mudas aos 90-120 dias após o estaqueamento. Por meio dos resultados obtidos neste projeto será possível considerar a tecnologia de miniestaquia para a produção de mudas clonais de espécies amazônicas arbóreas, o que poderá contribuir para ampliar a oferta de mudas de qualidade tanto para fins comerciais quanto para recomposição de áreas degradadas.
  • Universidade Federal do Acre - AC - Brasil
  • 02/12/2023-31/12/2026