Projetos de Pesquisa

 

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Alice Ribeiro Casimiro Lopes

Ciências Humanas

Educação
  • políticas de currículo para o ensino médio: mudanças na organização curricular
  • Temos por objetivo operar com a tradução (Derrida) na pesquisa dos processos de “pôr em prática” a reforma do ensino médio, com foco na noção de itinerário formativo e nos projetos de vida. Tencionamos investigar quais leituras são feitas visando modificar a organização curricular; qual a relação é estabelecida com as comunidades disciplinares, na medida em que o itinerário formativo é organizado por áreas de conhecimento; quais possibilidades são forjadas para que o diferir, associado aos contextos locais, não seja bloqueado; quais bloqueios do diferir se realizam; como redes políticas de instituições privadas e filantrópicas operam na política; como a noção de projeto de vida tenta forjar o futuro dos jovens. Simultaneamente, investigamos as questões teóricas relativas à tradução, ao deslocamento/antagonismo e resistência nas políticas de currículo. Argumentamos que tanto o antagonismo que se constitui entre os projetos de formação para o mercado e formação para cidadania no nível médio de ensino, quanto a ideia de resistência por parte dos docentes e das escolas são insuficientes para interpretar a trama de diferentes discursos articulados na política curricular para esse nível de ensino. Pela investigação das políticas de currículo em diferentes estados (BA, MT, MG, RN e RJ), interpretados como contextos de lutas políticas e relações de poder distintas, sem expectativa de representação de casos exemplares, queremos realçar os diferimentos e a tradução nas/das políticas, destacando as contingências que tendem a ser apagadas. Os resultados deste projeto apontam para pensar de forma distinta a educação, e nela particularmente as políticas de currículo, de maneira a contribuir para elaboração de políticas públicas que venham a possibilitar melhor qualidade de vida para a população, expressando assim a aderência deste projeto às áreas estratégicas definidas pelo MCTIC, notadamente as tecnologias para a qualidade de vida.
  • Universidade do Estado do Rio de Janeiro - RJ - Brasil
  • 03/12/2023-31/12/2026
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Alícia Duhá Lose

Lingüística, Letras e Artes

Lingüística
  • cartas de chamada: banco de dados dos escritos de imigração para o brasil entre 1986 e 1929
  • O presente projeto pretende investigar e divulgar documentos privados/pessoais e públicos/oficiais, denominados cartas de chamada, de imigrantes portugueses, espanhóis, italianos, alemães, turcos, libaneses e japoneses, redigidos entre 1896 e 1929 no Brasil. Tal documentação está no APESP, e totaliza cerca de 1600 cartas que necessitam de catalogação, inventariação, higienização, edição semidiplomática e divulgação, uma vez que se trata de correspondências manuscritas relevantes para genealogia e cidadania das diversas nacionalidades envolvidas na migração no Brasil, bem como para infinitas pesquisas das ciências humanas e da linguagem. Não obstante, há uma gama de obstáculos para acessar, identificar e utilizar esses documentos, visto que as informações disponibilizadas pelo acervo não são suficientemente claras para pesquisas, não existem inventariações completas e nem transcrições detalhadas num banco de dados efetivo e unificado que dê conta de seus aspectos arquivísticos, catalográficos, paleográficos, filológicos e linguísticos. Logo, evidencia-se a necessidade de analisar, reorganizar, descrever, transcrever e divulgar tal acervo de modo a torná-lo acessível e produtivo para futuros pesquisadores e, sobretudo, para toda comunidade brasileira e estrangeira. Para tanto, é preciso responder a questões metodológicas interdisciplinares a respeito de cada carta, como o que, quando, onde, como, quem, por que (PETRUCCI, 2003) e para quem, por meio de qual estrutura, com qual(is) língua(s), escrevendo ou delegando a escrita, etc. (LEITE, 2023), bem como utilizar processos investigativos dialógicos de caráter exploratório, documental, teórico, qualitativo e quantitativo. Desse modo, será possível ampliar de modo significativo o que se sabe sobre essas cartas, além de tornar públicos esses conhecimentos tão intrínsecos às historiografias nacional e internacional através de um amplo banco de dados amigável para buscas, com inventários, facsímiles e transcrições.
  • Universidade Federal da Bahia - BA - Brasil
  • 05/12/2023-31/12/2026
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Alícia Ferreira Gonçalves

Ciências Humanas

Antropologia
  • construindo mapas sociais: subsídios para a elaboração do plano de gestão territorial e ambiental potiguara
  • O retorno do Brasil ao cenário mundial como protagonista central na cena ambiental ocorre na 27ª Conferência da ONU (COP27). Nesta ocasião, o presidente eleito anuncia a criação do Ministério dos Povos Originários afirmando seu compromisso com a participação indígena na governança da política nacional. Trata-se em tese, de um contexto político favorável, à elaboração dos Planos de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA), principal instrumento da Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental Indígena (PNGATI). No Litoral Norte da Paraíba, diante da emergência de conflitos fundiários e socioambientais protagonizados por indígenas Potiguara e usineiros em torno do plantio da cana-de-açúcar em Terra Indígena (TI) ganharam visibilidade as questões acerca dos usos sustentável do território, e, simultaneamente, explicita-se a necessidade imediata da elaboração do PGTA Potiguara previsto em lei e demandado pelo Ministério Público Federal do Estado da Paraíba (MPFPB) mediante Termo de Ajuste de Conduta (TAC nº36/2017). Neste enquadramento jurídico problematizamos os dilemas na elaboração do PGTA na TI Potiguara. Hipótese preliminar do estudo sinaliza o PGTA como potente instrumento de luta política em defesa do território e de seus recursos ecossistêmicos. Ações extensionistas realizadas desde 2018 no âmbito do Grupo Interdisciplinar de Pesquisa em Cultura, Sociedade & Ambiente (GIPCSA/PPGA/UFPB), constatam graves ameaças na TI Potiguara, dentre elas, a cana-de-açúcar. A metodologia adota uma perspectiva interdisciplinar e etnográfica, com a realização de Oficinas de Cartografia Social (em 16 aldeias de um total de 33) focando o desenho dos mapas sociais tendo como contexto as cosmovisões indígenas. Os mapas sociais são instrumentos centrais na elaboração do PGTA, além de serem processados e trabalhados em ambiente de Sistema de Informação Geográfica participativo (SIGp) podendo ser acionados como novos campos de afirmação étnica.
  • Universidade Federal da Paraíba - PB - Brasil
  • 07/12/2023-31/12/2026